Baden Powell de Aquino nasceu em Varre-e-Sai, em 6 de agosto de
1937 e faleceu no Rio de Janeiro em 26 de setembro de 2000. Seu pai era
um grande entusiasta do escotismo e deu ao filho o nome em homenagem ao
Barão inglês Robert Baden-Powell. Sua família se mudou para o Rio de
Janeiro quando ele tinha apenas 3 anos e Baden começou a estudar violão
clássico desde cedo. Ele estudou com Meira (Jayme Florence) e logo se
revelou um prodígio no instrumento.
O que Baden fez pelo violão
brasileiro não tem preço. Ele trabalhou apaixonadamente por mais de 40
anos e viveu na França e na Alemanha por muito tempo. Seu estilo
agressivo e único de tocar influenciou dezenas de outros violonistas e
sua influência continua se fazendo presente mesmo entre as gerações mais
novas.
Baden era excelente como instrumentista, compositor e
arranjador. Algumas de suas músicas ganharam letras escritas por poetas
famosos como Vinícius de Moraes e Billy Blanco e se tornaram sucessos
imortais, como Samba Triste, Berimbau e Samba em Prelúdio, as quais continuam sendo gravadas por muitos cantores e violonistas de hoje.
Em
relação a sua musicalidade e técnica, um dos aspectos mais
interessantes de notar é a forma como ele costumava tocar melodias em
acordes. A maioria dos violonistas costuma tocar a melodia em uma ou
duas cordas, mas Baden fazia o violão cantar com acordes cheios. Como
algumas passagens era muito velozes, ele não usava a fórmula tradicional
p-i-m-a para puxar as cordas. Em vez disso, ele tocava as primas apenas
com os dedos i-m e o polegar respondia pelos baixos. Às vezes ele
também usava apenas o dedo anular puxando as primas pra cima, algo
parecido com um rasgueado. É muito mais fácil entender visualizando.
Abaixo segue um vídeo que foi gravado nos anos 60, onde ele toca a sua
composição Samba Triste:
Um dos mais importantes músicos brasileiros, Fábio Zanon causou frisson
no meio violonístico ao ganhar dois concursos muito importantes, o GFA e
o Tárrega, em poucas semanas. A partir de então, figura entre os
músicos brasileiros que mais se apresentam no exterior e tem uma
atividade musical intensa e constante. Lançou recentemente um CD novo
pela Music Heritage, com Sonatas de Scarlatti e passou a apresentar um
programa semanal sobre violão na Rádio Cultura FM de São Paulo. Pela
internet, ele nos concedeu essa agradável entrevista.
A história do violonista Paulinho Nogueira começa em Campinas, interior
de São Paulo. Aos 10 anos, aprendeu a tocar violão com o pai, nas rodas
de cantoria que aconteciam em sua casa. Uma das primeiras músicas de que
se lembra de ter aprendido a tocar foi Bispo de Rosas, de Canhoto.
Anos
depois, durante a juventude, veio a São Paulo para ser desenhista, mas
nunca abandonou a vontade de viver de música. "Felizmente essa carreira
não deu certo, senão ate hoje estaria mexendo com desenho". Até que um
de seus irmãos conseguiu que ele começasse a tocar numa boate no centro
de São Paulo. "Achei que fosse um emprego provisório, mas acabei
gostando daquilo." Depois, passou a se apresentar no Bar Michel, famoso
entre os artistas da época, cantando nos mesmos palcos que Ângela Maria,
Johnny Alf, Dorival Caymmi...
Paulinho se lembra que quando uma de suas grandes influências foi Anibal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto.
De
1960 (quando gravou seu primeiro disco, A Voz do Violão) são 26 LPs,
seis CDs, turnês no mundo inteiro - incluindo uma viagem a Cuba em 1979
com artistas brasileiros, a convite de ninguém menos que Chico Buarque.
O
violonista passou a ficar conhecido quando gravou seus primeiros
discos. "Mas o que impulsionou minha carreira mesmo foi a Bossa Nova. O
movimento dava muito força para a música instrumental e eu já tocava
muito, fazia solos... Quando surgiu o programa O Fino da Bossa, comecei a
aparecer e todo ano gravava um disco, com músicas de Tom Jobim,
Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Roberto Menescal...", recorda.
Hoje,
aos 71 anos, Paulinho Nogueira, já virou verbete, definição de
violonista genial: deitou modernidade no violão quando a bossa-nova
estava no auge, fez sucesso como compositor e cantor (sua canção Menina
estourou nos anos 70), dividiu o palco com outros bambas, mas intuiu que
teria um papel ainda mais importante nos bastidores. Tornou-se um
disputadíssimo professor de violão, criou um método de harmonia. Em 69,
desenhou a craviola (instrumento de doze cordas, que acabou exportado
para os EUA e a Europa) e foi mestre de um sem-número de músicos, entre
eles, um futuro parceiro de disco: Toquinho.
Hoje, quase quatro
décadas de sua estréia no vinil, Paulinho Nogueira lança Chico Buarque -
Primeiras Composições, desta vez em homenagem a um dos maiores
compositores brasileiros. Dê uma olhada na genialidade do violonista no vídeo abaixo tocando um samba em Prelúdio:
Francisco Soares de Araújo, cujo nome artístico é Canhoto da Paraíba,
nasceu em 1927 (embora só tenha sido registrado em 1928) na pequena
cidade de Princesa Isabel, interior da Paraíba. Canhoto da Paraíba é um
dos três raros casos de violonistas e virtuoses brasileiros que tocam
violão canhoto sem inverter as cordas.
Ele nasceu numa família
musical e o violão era tocado por seu pai e compartilhado com outros
membros da família. Canhoto sempre se interessou em tocar, mas não
conseguia fazê-lo como se fosse destro e nem podia trocar as cordas, de
maneira que acabou aprendendo sozinho e desenvolvendo sua própria
técnica. Músico muito talentoso, começou a criar suas próprias
composições ainda novo, e valsas e choros eram seus estilos preferidos.
Quando Canhoto Paraíba se mudou para o Rio de Janeiro, todos ficaram
assombrados com sua técnica e a qualidade das suas composições. Seus
choros têm um sabor nordestino e suas idéias harmônicas eram deveras
interessantes e incomuns naquela época.
Infelizmente, Canhoto
parou de tocar e compor devido a um derrame que o deixou parcialmente
paralisado e comprometeu sua capacidade de tocar o instrumento.
Abaixo é possível ver um raro vídeo do próprio Canhoto tocando sua composição "Todo Cuidado é Pouco", que foi feita nos anos 50 e mostra uma linguagem harmônica incomum para a época e lembra o estilo de Garoto.
Mais alguns exemplos:
Mulher Rendeira (Zé do Norte) - Aqui
Canhoto aparece como arranjador. Trata-se uma gravação ao vivo e que
mostra bastante também da sua capacidade de improvisação ao tocar em
grupos de choro, mas o trecho vai mostrar apenas a introdução no violão
solo. Pisando em Brasa (Canhoto da Paraíba) - É uma música que
inicia com um tema muito simples e cria o "clima" para os músicos
improvisarem em cima. mas também mostra alguns blocos de acordes que
tornam a música bastante interessante. Com Mais de Mil (Canhoto da Paraíba) - Tocada por Raphael Rabello, é um choro que alterna seqüências fluentes de harpejos com paradas bruscas. Tua Imagem (Canhoto da Paraíba) - Uma valsa inspirada e sensível, aqui na interpretação de Marco Pereira.
Violonista de
linguagem musical única e elogiada. É assim que José Rastelli, 75 anos, é
considerado pelos colegas que, como ele, têm o instrumento como paixão.
Modesto, o músico, nascido em Araraquara e morador de Rio Preto,
prefere dispensar os elogios. “Violão não tem hierarquia. Às vezes, um
violonista toca bem uma música que o outro não toca tão bem e
vice-versa.”
Atualmente, Rastelli sente-se à vontade apenas tocando violão num
quarto de sua casa. Mas não foi sempre assim. Por muitos anos, ele
esteve sobre o palco. Só na Orquestra Sinfônica de Campinas foram 11
anos de trabalho, iniciados na década de 1970.
Apesar da carreira expoente entre os anos 1960 e final dos 1980,
Rastelli nem sempre é lembrado como nome importante da música na cidade
onde mora. Reflexo da desatenção brasileira aos talentos e também pela
opção de viver quieto em seu canto. Ele gosta mesmo é de tocar e não
precisa de palco para isso. No mês passado, saiu de casa e participou de
uma apresentação em Rio Preto com músicos como o violonista Welson
Tremura e o maestro Paulo de Tarso.
A inserção de Rastelli na música mistura predestinação e relutância.
O pai dele era fabricante de violino e violão. “Ele fazia instrumentos e
tocava um pouco. O sonho dele era que eu estudasse música”, conta.
Rastelli começou a estudar violino por volta dos 10 anos. “Na época, já
tocava violão de ouvido, e mal, é lógico.”
Mais tarde, na adolescência, tentava encontrar emprego, mas o pai
queria que o filho se dedicasse à música. “Eu arrumava um serviço e ele
me tirava.” Mas não era só o pai do menino que acreditava no talento
dele. “Estava trabalhando em uma casa de ferragens havia pouco tempo e
fui chamado para fazer uma apresentação de violino. No dia seguinte, no
emprego, o patrão comentou da apresentação e perguntou se era algum
parente meu que estava tocando. Respondi que era eu. Então ele me pagou e
disse ‘vai tocar violino’.”
Nessa época, ele morava em Catanduva. Só mais tarde viria para Rio
Preto. O pai de Rastelli, que levava o menino onde tivesse um maestro,
veio com o garoto para a cidade, onde ele se juntou a músicos adultos
que formavam uma orquestra de amadores.
Rastelli formou-se em violino, mas sua paixão continuava sendo o
violão. Em 1973, mostrou sua destreza no instrumento em um programa de
TV apresentado por Hebe Camargo. Lá, apresentou “Rapsódia Húngara nº2”,
de Franz Liszt. “Eu estudei a peça e a tirava por trechos.” A
apresentação de aproximadamente dez minutos surpreendeu tanto na
qualidade quanto no tempo. Como na televisão dez minutos são
considerados uma eternidade, assim que terminou de tocar, Rastelli teve
de sair correndo, não pôde nem se despedir de Hebe.
Quando foi para a Orquestra em Campinas, no final dos anos 1970,
começou tocando viola de gamba, instrumento tocada com arco. “É um
instrumento semelhante ao violino, mas um pouco maior e com um som mais
grave. Estudei uns três meses, entrei na orquestra e lá fiquei 11 anos.”
Do mesmo modo que o violão é onde Rastelli sente-se confortável, o
mesmo acontece com a música erudita, sua preferida. Mas isso não impediu
que ele tocasse o repertório popular. “Do popular, toco a velha guarda,
toco tango, bossas. Também toquei em orquestra de baile bolero, samba.”
Ao longo de sua carreira, o violonista gravou seis discos, na época
do vinil, e outros três CDs. Ao todo, Rastelli tem 12 músicas próprias.
Entre seus compositores preferidos estão Beethoven e Chopin. Este
último, aliás, fez a obra que ele mais gosta - “Fantasia-Improviso”.
“Sou apaixonado por ela. Ouvi em um filme sobre a vida de Chopin quando
ainda era moleque e pensei: vou ter de tocar isso um dia.” E continua:
“Foi a vida inteira de estudo para chegar a isso.” Para quem ouve é
difícil acreditar que a sonoridade alcançada por Rastelli sai apenas de
um violão.
Em 1987, o violonista se aposentou e abandonou a maratona de ensaios
de cinco horas diárias na orquestra. Mas não se afastou do violão.
Continuou fazendo concertos pelo Estado.
Hoje, são poucas as apresentações. Rastelli segue orientação médica
para descansar ao máximo a mão direita, por conta de uma tendinite
(inflamação no tendão por esforço repetitivo), resultado de anos de
trabalho. Mas se ele consegue ficar longe de seu instrumento é outra
história. Quem o conhece bem sabe que ele passa o dia inteiro com o
violão. “Forço mais a outra mão e deixo a direita quieta.” Declaração
difícil de ser levada a sério por quem já o ouviu e o viu tocar.
E se Rastelli já não se apresenta com a frequência de antes, há
outras formas de perpetuá-lo. “Eu acho que as composições dele ainda vão
encontrar um público e serão tocadas por outros violonistas”, diz o
violonista Fábio Zanon.
Fábio Zanon: ‘A
técnica dele (Rastelli) é limpa, sua musicalidade é simples e comovente’
Músico ainda é referência para violonistas
Dentre os músicos que José
Rastelli admira está Fábio Zanon, um dos mais respeitados violonistas do
País. E a consideração é mútua. A primeira vez que Zanon ouviu Rastelli
foi em 1978, aos 12 anos, em Jundiaí. Na época, o menino Zanon tocava
um pouco de violão, mas não conhecia alguém que dominasse o repertório
clássico no instrumento. Foi o pai de um amigo que apresentou um LP de
Rastelli a Zanon. “Ele me trouxe um LP que tinha um repertório híbrido,
com peças clássicas, temas de filmes, arranjos de temas mais populares.
Mas era tudo tocado de um jeito que eu nunca tinha ouvido até então.”
A ocasião marcou também o interesse de Zanon por Villa-Lobos, já que
no disco havia uma gravação do “Prelúdio nº1”, do compositor
brasileiro. “Eu fiquei fascinado com a amplitude daquela música. Não
imaginava que o violão pudesse fazer uma coisa dessas.”
Zanon conta que mais tarde se deu conta da importância de Rastelli,
músico que se destacou mesmo dentro de uma geração de grandes nomes do
violão. Ele explica que nos anos 1950 e 1960 surgiram importantes
violonistas no Brasil, tanto no âmbito clássico quanto no popular, e
cita nomes como Geraldo Ribeiro, Turíbio Santos e Barbosa Lima. Ainda
segundo Zanon, a bossa nova causou uma “explosão” de violão no País e
nesse período atuaram Laurindo Almeida, Luís Bonfá.
Mais tarde, surgiram Toquinho e Baden Powell. Em um período que os
violonistas famosos se concentravam em São Paulo e no Rio de Janeiro,
Rastelli levava música ao interior paulista, misturando obras clássicas,
composições próprias, arranjos de tango, choros e músicas latinas. “A
técnica dele é limpa, a musicalidade é perfeita, simples e comovente.”
Rastelli é influência também para músicos de Rio Preto. Para o
violonista Welson Tremura, rio-pretense professor da University of
Florida, Rastelli é uma referência de como trabalhar a música em um
contexto criativo. “Ele criou uma forma de interpretar canções,
harmonizar melodias e misturar com muito bom gosto o erudito ao popular,
mas com sotaque do interior.”
Para o violonista João Kouyoumdjian, que concluiu mestrado este ano
na Julliard School, em Nova York, José Rastelli o influenciou na relação
com a plateia. “O jeito pouco ortodoxo/acadêmico de sua performance,
mas extremamente eficaz no palco, é um talento típico de artistas
imortais como Vladimir Horowitz, Alfred Cortot, e Andres Segovia. Tem a
ver com a apropriacao da obra de arte em um nível muito pessoal. O
público sente o pulso de Rastelli.”
Quando você for escolher um curso de violão, escola de música ouprofessor particular(Professor Hamilton Turibio), tenha sempre em mente:
Professores particulares de Violão
São pessoas que trabalham por conta própria, geralmente seguem diferentes metodologias um em relação ao outro, sendo assim não oferecem ao aluno um prazo exato para
conclusão de curso. Mas nesse meio existe mais contato professor-aluno, o que o ajuda na hora de fazer suas negociações e também mantém uma relação mais aberta sobre a matéria em questão.
Escolas de Música
Escolas de Música geralmente são organizadas, oferecem material
didático, estrutura especializada entre outros. Porém manter uma
estrutura boa no Brasil custa muito caro, sendo assim, eles geralmente
cobram o dobro (mensalidade) do que um professor particular de violão.
Somando os custos de transporte, compra de livros, cópias de cifras etc… O curso de violão acaba custando quase que o valor de um curso de nível superior.
Observação: Se você optar por aprender a tocar
violão com um professor particular ou escola de música, dê preferência
para aqueles que ofereçam um prazo de conclusão, pois como “eles” GANHAM
POR HORA, se torna interessante controlar o progresso do aluno no
intuito de preservá-lo mais alguns meses frequentando as aulas de
violão. Mas isso varia conforme o preço... Afinal violão não se aprende por meses e anos e sim durante o resto da vida. Logo mesmo que dure bastante tempo, pode te render e valer: dinheiro e esforço.
Revistinhas de Banca
Na minha opinião pessoal esse é o pior sistema de ensino de violão,
pois essas revistinhas com cursos de violão geralmente utilizam uma
metodologia teórica e ultrapassada… Sinceramente, quem vai querer
aprender a tocar violão com músicas da década de 50?
Sem contar que você pode adquirir vícios que podem prejudicar e muito o seu progresso, que muitas vezes são tomados como ensino de forma errada.
Cursos de Violão pela Internet
Esse tipo de curso de violão nada mais é que um reflexo da evolução
humana, pois além de ser mais barato que escolas e professores de
música, você conta com recursos audio-visuais que com certeza absoluta
oferecem resultados mais rápidos aos seus alunos, apesar de não incluir o contato pessoal com alguém que realmente possa te instruir passo a passo na aprendizagem.
Então a única coisa é você decidir, repito a relação aluno-professor é muito importante! Numa escola de violão você pode não receber tanta atenção se estiver precisando de incentivo, na Internet você necessitaria de muita dedicação e dispor um horário só para isso, a revistinha de banca não rende ensino nenhum só alguns acordes no máximo, e com um professor particular a decisão é sua! Temos nossa dica: professor Hamilton Turibio. Vale a pena conferir.
Joaquin Rodrigo (Sagunto,1902 -Madrid,1999)foi um compositor espanhol.Ele perdeu a visãoaos três anospor causa de umadifteria, então começou a escreveutudo embraille, em seguida,ditava aum copista.Estudou composição comFranciscoAntichem Valência(1920-1923).Em 1927ele se mudou paraParispara continuar seus estudosna Ecole Normalede MusiquecomPaulDukas(até1932)e mais tarde, musicologia comMauriceEmmanuel eAndré Pirro. Travou amizades compersonalidades tãoeminentes quantoManuelde Falla,RavelouHonegger.Em 1933 elese casou com apianistaturcaVictoriaKamhie, após uma estadiana Suíça,se estabeleceu definitivamenteemMadriddesde 1940, ganhandoo posto deprofessorde História de Músicana Universidade deMadrid.
Naquele mesmo anoele apresentou o seuConcierto deAranjuezpara violão e orquestraquelhe dariafama.O compositornestetrabalho, mostrou umestilo inconfundível, queele chamou de "neocasticismo".Em suas composiçõesdestacaa preferênciapelas formas clássicase elementosrefinadoscomo um elo entreastradições espanholasdas tradiçõesdo passado e dopresente.Ciente dosmovimentos estéticos europeus,não abandonouo seu estilo próprio, quesempreafirmou suaprópria personalidade. Escreveu obrasde todas as estruturasformaismusicais, em particular oconcerto.Suas composiçõesincluírammúsica para teatroe música vocal,cultivadaespecialmente(Cânticoda mulher,1934;Quatromadrigaisamorosas, 1948), dando àcançãouma nova linguagemuniversal, comobras-primas.Além disso,importantes obrascompostaspara violino, violonceloe flauta.No entanto,deve suafamaà sua contribuição paraorepertório de violão, dandouniversalidadeàguitarra espanholacomo uminstrumento de concerto.
O Google homenageia hoje o 220º aniversário de Gioachino Rossini. Rossini foi um compositor erudito que criou 39 óperas, além de trabalhos para a música sacra e "cômica". O compositor possuía trabalhos divertidos e por isso tornou-se o preferido na sociedade apolítica. Gioachino Rossini se apresentava em toda a Europa e por ser tão conhecido recebeu o apelido de "Napoleão da Música". O nome foi dado pelo escritor Henri-Marie Beyle.
Obras de Gioachino Rossini
Gioachino Antonio Rossini escreveu diversas obras, mas gostou mais do teatro e das óperas e passou a se dedicar mais a essas atividades. O seu primeiro grande sucesso foi lançado em 1813 e recebeu o nome de "Trancredi". Depois ficou realmente conhecido com a obra cômica chamada "O Barbeiro de Sevilha".
Rossini é italiano e nasceu na cidade de Pesaro em 29 de fevereiro de 1792. Sua família já tinha tradição na área da música. Seu pai era trompista e sua mãe cantora. Com seis anos aprendeu a tocar triângulo e iniciou sua participação na banda de seu pai. Aos 14 anos, o compositor começou a estudar em um liceu musical e se encantou pelas composições de Hadyn e Mozart.
Os doodles são as mudanças que o Google faz em seu logotipo. Na maioria das vezes são utilizados para comemorar feriados, aniversários e grandes acontecimentos históricos. Também são comuns para homenagear cientistas, artistas e políticos. Até hoje o Google já criou mais de mil doodles diferentes.
Alguns deles fazem muito sucesso e deixam de ser apenas uma homenagem e se tornam logos interativos. Isso aconteceu em maio do ano passado, por exemplo, com a criação do jogo Pac Man, quando o Google prestou sua homenagem pelos 30 anos do tradicional game. Outro doodle que foi um sucesso na internet foi a guitarra interativa. Ela foi criada para comemorar os 96 anos do guitarrista americano Les Paul, caso ele estivesse vivo.
A partir dos concertos de suas infâncias e de suas estréias de
adolescentes em Nova York em 1969, os irmãos Assad realizaram um
percurso musical apaixonante.
Tomando por base o repertório tradicional para dois violões, ao qual se
referiam como “repertório Presti-Lagoya”, Sérgio Assad e Odair Assad
acrescentaram as contribuições dos brasileiros Radamés Gnattali,
Francisco Mignone, Heitor Villa-Lobos, Marlos Nobre, Egberto Gismonti,
Wagner Tiso e Hermeto Pascoal.
No início dos anos 80, Sérgio e Odair se fazem conhecer na Europa. Seu
incrível talento e sua extraordinária personalidade musical surpreendem e
entusiasmam a todos.
Astor Piazzolla, literalmente fascinado depois de ouvi-los em casa de
amigos comuns em Paris, em 1983, dedica a eles, pouco depois, três
tangos originais para dois violões, com o titulo de Tango-Suite, hoje no
repertório dos duos de violões de todo o mundo.
Ao explorarem os tesouros barrocos, Sérgio e Odair compartilhavam
irmãmente as duas mãos do cravo de Rameau, Scarlatti, Bach e Couperin -
uma experiência fabulosa que deu origem a um disco. Com o tempo, aperfeiçoam de maneira surpreendente, porém harmoniosa, a
mescla de épocas, estilos e culturas num mesmo programa de concerto.
Os Irmãos Assad acrescentam, depois, ao seu repertório, além de obras
especialmente escritas para eles por Nikita Koshkin, Terry Riley e
vários outros compositores, transcrições audaciosas como as da Rapsódia
em Blue de Gershwin, Scaramouche de Darius Milhaud e a Sonata Opus 22 de
Alberto Ginastera. Transcrições que deixam o público estupefato ao
ouvir versões coloridas, ritmadas e apaixonantes de obras que
acreditavam conhecer muito bem.
Solicitações e colaborações variadas ampliam ainda mais o campo das
atividades musicais dos dois irmãos. Entre elas, a música do filme
japonês Natsu No Niwa, encomendada a Sérgio e gravada por eles em 1994;
sua associacão e apresentações, em concertos e gravações, com o
violinista Gidon Kremer e a soprano Dawn Upshaw, em 1996, com o
violoncelista Yo-Yo Ma e o violinista Fernando Suarez Paz, em 1997, e
com a violinista Nadja Salerno Sonnenberg em 1998; e mais a criação de
dois concertos para dois violões e orquestra, escritos especialmente
para eles pelos compositores brasileiros Edino Krieger e Marlos Nobre -
sem falar dos projetos futuros que eles preparam com paixão.
Seu trabalho obstinado e sua imaginação sem limites fazem de Sérgio e
Odair Assad herdadeiros líderes dentro do universo do violão: seu duo é
“um verdadeiro fenômeno, que o tempo e o amadurecimento farão entrar
para a História” (Diapason)
Andres Segovia foi um violonista clássico espanhol. Um dois mais
importantes instrumentistas do século XX, é responsável pela
revalorização do violão nos concertos eruditos. Seu virtuosismo
estimulou compositores contemporâneos como Alfredo Casella,
Castelnuovo-Tedesco, Joaquín Turina e Heitor Villa-Lobos a criar obras
especialmente para o instrumento.
Nascido na cidade de Linares, Andaluzia, Andrés Segovia estuda piano e
violoncelo desde a infância, mas logo se interessa pelo violão, apesar
do desprezo com o qual o instrumento era visto na época. As dificuldades
para encontrar professores obrigam-no a desenvolver técnica própria, de
maneira autodidata e intuitiva.
Em
1909 apresenta-se em público pela primeira vez, em Granada, e viaja em
seguida pela Espanha e pela América Latina. Já consagrado nesses locais,
estréia profissionalmente em Paris, em 1924. Durante sua carreira,
amplia o repertório e as possibilidades expressivas do violão, mediante a
transcrição para este instrumento de mais de 150 peças de compositores
barrocos - em especial Bach, Couperin e Lameau -, escritas originalmente
para alaúde, guitarra espanhola e cravo. Morre em Madri. Abaixo temos Adre Segovia o Prelúdio nº 1 de Villa-Lobos.
Villa-Lobos começou sua carreira como qualquer um. Foi influenciado musicalmente por seu pai desde pequeno, já algum tempo depois abandonou seus estudos musicais e começou a tocar em cafés e teatros, sem grande expêriencia musical e sem grande sucesso. Mas por sua decisão, quis conhecer o Brasil. Assim, começou a abranger e expandir seu conhecimento, tanto musical como cultural, sendo influenciado por muitos fatores e detalhes da cultura de cada região.
Como é de se esperar, a reação de muitos críticos à um novo personagem na história da música, os levou a criticarem-no e, fazendo assim, ser conhecido. Em uma de suas apresentações, foi vaiado pelo público, o que geralmente cria expectativas de desistência. Mas Villa-Lobos prosseguiu e com a ajuda de outros compositores conseguiu meios de viajar à Paris e lá foi com a sua música.
Enquanto estava em Paris, obtia mais sucesso do que quando estava no Brasil. Quando voltou ao Brasil entregou um projeto de educação musical à Secretaria de Educação do Estado de SP e foi aprovado. E foi aí que começou a promover o ensino musical e o canto coral nas escolas, e a ser regente da maioria deles.
Só então, foi apoiado por muitos nesse momento e se tornou supervisor do ensino musical em todo o Brasil. Nisso ele regia corais, criou cursos, compunha e assim foi se tornando "O HEITOR VILLA-LOBOS" e se tornando alguém para a história musical no Brasil e internacionalmente. Também compôs uma impotantíssima obra chamada Bachianas Brasileiras em homenagem à Johann Sebastian Bach. E aqui temos uma das Bachianas Brasileiras, a nº 1, apreciem porque é não há como descrever algo tão bem feito, é muito lindo! Salve Villa-Lobos. Temos também abaixo, Julian Bream tocando os Preludes 3 & 4 de Villa-Lobos também.
Vamos conhecer Paul Galbraith? Em homenagem à um grande nome da música clássica, decidi pesquisar sobre Paul Galbraith, a quem particularmente tenho uma declarada paixão por sua música e maneira de tocar. Galbraith não tinha pais violonistas, mas vinha de uma linhagem de músicos.“Ouvíamos muita música clássica em casa.Com três ou quatro anos, eu já ficava praticamente hipnotizado por alguns discos dos meus pais”, lembra Galbraith. E desde então começou sua carreira como violonista por muitas da influências que já tinha adquirido desde sua infância. Morando no Brasil há algum tempo, o violonista foi um dos fundadores do aclamado Quarteto Brasileiro de Violões – ele saiu do grupo há um ano e meio. Galbraith também é conhecido pelas suas ótimas transcrições de outros instrumentos para o seu violão Brahms de oito cordas. E agora temos a entrevista com Galbraith onde ele conta tudo sobre sua trajetória com o violão, sobre sua peculiar forma de tocar e muito mais. Confira:
Francisco Tárrega, pianista, guitarrista e compositor espanhol, aluno de Julián Arcas, enriqueceu consideravelmente o repertório de guitarra. Além das suas composições fez numerosas transcrições para este instrumento. Foi professor de alunos que marcaram, eles próprios o seu tempo, como foram Miguel Llobet e Emílio Pujol.
Tárrega foi um importante violonista espanhol que revolucionou a composição para violão. Tárrega também teve suas habilidades musicais questionadas quando defendeu uma metodologia diferente da que era usada em sua época.
Segundo ele, o toque realizado pela mão direita no violão deveria ser feita num ângulo de 90º, e com a parte "macia" do dedo, ou seja, a unha não deveria ser utilizada. Tárrega justificava essa metodologia afirmando que o toque do dedo "nu" causava uma sensação de maior "controle emocional" e técnico da obra em execução.
"Gran Vals" talvez sua mais famosa música. Ela não é conhecida por muitas pessoas porém todos já ouviram um pedaço. Sendo que essa música se chama "Gran Vals" (Grande Valsa) e é o toque padrão da empresa de telefonia celular Nokia.
Francisco de Asís Tárrega Eixea nasceu em Vila-real, em 21 de Novembro de 1852, em uma casa situada junto ao santuário de San Pascual Baylón. Seus pais, Francisco Tárrega Tirado, e sua mãe, Antonia Eixea Broch, trabalharam como caseiros para as Madres Clarissas.
Este ganhava a vida tocando violão, e sabia muito bem todos os truques para animar a generosidade do público, segredos que ensinou ao jovem Tárrega.
Em 1862, o famoso concertista Julián Arcas deu um concerto em Castellón e teve a oportunidade de escutar
o jovem Tárrega tocar. Ficou tão impressionado por sua habilidade que recomendou a seu pai que o enviasse a Barcelona para melhorar seus estudos musicais.
Deste modo, Tárrega mudou-se para Barcelona, mas logo abandonou a casa de seus familiares, onde residia e se uniu a um grupo de jovens músicos, tocando em tabernas e cafeterías para ganhar algum dinheiro, em lugar de assistir as aulas no conservatório.
Seu pai, sabendo disso, foi a Barcelona para trazer Tárrega de volta para casa. A situação econômica força Tárrega a contribuir no orçamento familiar, de maneira que realiza vários concertos em povoados vizinhos, consegue uma vaga como pianista em Casino de Burriana.
Durante este tempo, alterna seu trabalho de pianista com uma valente defesa do violão. Um rico homem de negócios, Antonio Canesa, custeia uma viagem de Tárrega a Madrid para melhorar seus conhecimentos no Conservatório Nacional de Música.
Quando chega ali, adquiri seu primeiro violão de qualidade, fabricada por Antonio Torres, de Sevilha,e que se converterá na sua preferida para sempre. E aqui está uma de suas obras: Recuerdos de la Alhambra, tocado por Narciso Yepes.
Kazuhito Yamashita é um violonista japonês. Gravou inúmeras peças do repertório para violão solo, duo, acompanhado de conjuntos e orquestras, e transcreveu varias peças de suas formações instrumentais originais para violão.
O japonês Kazuhito Yamashita, começou a estudar violão aos oito anos de idade com seu pai, Toru Yamashita. Em 1972, onze anos, idade, ele ganhou a Kyushu Guitar Competition. Quatro anos depois, ele recebeu o primeiro prêmio no All Japan Guitar Competition.
O fato mais intrigante ao longo de ver Yamashita tocando, deve vir do fato dele ser um asiático, porque ele tem tão intensa e extrema facilidade de tocar rápido que você quase não vê os dedos se movendo... É brincadeira, mas é muito impressionante a agilidade do violonista em desenvolver todos os acordes de forma tão perfeita, e com tanta agilidade - coisa de asiático não é?
Dê uma olhada na tamanha genialidade e agilidade de Yamashita para com o violão: