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Luiz Bonfá
Hélio Delmiro
Hélio Delmiro nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Ele é conhecido,
influente e altamente respeitado dentre os violonistas populares no
Brasil e no mundo, embora o grande público ainda não pareça reconhecê-lo
como deveria. Hélio começou a tocar violão aos 5 anos e a tocar
profissional por volta dos 14. Ele é um músico que influenciou outros
violonistas como Guinga e Marco Pereira, apenas para dar alguns
exemplos.
Paulinho Nogueira
A história do violonista Paulinho Nogueira começa em Campinas, interior
de São Paulo. Aos 10 anos, aprendeu a tocar violão com o pai, nas rodas
de cantoria que aconteciam em sua casa. Uma das primeiras músicas de que
se lembra de ter aprendido a tocar foi Bispo de Rosas, de Canhoto.
Anos depois, durante a juventude, veio a São Paulo para ser desenhista, mas nunca abandonou a vontade de viver de música. "Felizmente essa carreira não deu certo, senão ate hoje estaria mexendo com desenho". Até que um de seus irmãos conseguiu que ele começasse a tocar numa boate no centro de São Paulo. "Achei que fosse um emprego provisório, mas acabei gostando daquilo." Depois, passou a se apresentar no Bar Michel, famoso entre os artistas da época, cantando nos mesmos palcos que Ângela Maria, Johnny Alf, Dorival Caymmi...
Paulinho se lembra que quando uma de suas grandes influências foi Anibal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto.
De 1960 (quando gravou seu primeiro disco, A Voz do Violão) são 26 LPs, seis CDs, turnês no mundo inteiro - incluindo uma viagem a Cuba em 1979 com artistas brasileiros, a convite de ninguém menos que Chico Buarque.
O violonista passou a ficar conhecido quando gravou seus primeiros discos. "Mas o que impulsionou minha carreira mesmo foi a Bossa Nova. O movimento dava muito força para a música instrumental e eu já tocava muito, fazia solos... Quando surgiu o programa O Fino da Bossa, comecei a aparecer e todo ano gravava um disco, com músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Roberto Menescal...", recorda.
Hoje,
aos 71 anos, Paulinho Nogueira, já virou verbete, definição de
violonista genial: deitou modernidade no violão quando a bossa-nova
estava no auge, fez sucesso como compositor e cantor (sua canção Menina
estourou nos anos 70), dividiu o palco com outros bambas, mas intuiu que
teria um papel ainda mais importante nos bastidores. Tornou-se um
disputadíssimo professor de violão, criou um método de harmonia. Em 69,
desenhou a craviola (instrumento de doze cordas, que acabou exportado
para os EUA e a Europa) e foi mestre de um sem-número de músicos, entre
eles, um futuro parceiro de disco: Toquinho.
Hoje, quase quatro décadas de sua estréia no vinil, Paulinho Nogueira lança Chico Buarque - Primeiras Composições, desta vez em homenagem a um dos maiores compositores brasileiros. Dê uma olhada na genialidade do violonista no vídeo abaixo tocando um samba em Prelúdio:
Anos depois, durante a juventude, veio a São Paulo para ser desenhista, mas nunca abandonou a vontade de viver de música. "Felizmente essa carreira não deu certo, senão ate hoje estaria mexendo com desenho". Até que um de seus irmãos conseguiu que ele começasse a tocar numa boate no centro de São Paulo. "Achei que fosse um emprego provisório, mas acabei gostando daquilo." Depois, passou a se apresentar no Bar Michel, famoso entre os artistas da época, cantando nos mesmos palcos que Ângela Maria, Johnny Alf, Dorival Caymmi...
Paulinho se lembra que quando uma de suas grandes influências foi Anibal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto.De 1960 (quando gravou seu primeiro disco, A Voz do Violão) são 26 LPs, seis CDs, turnês no mundo inteiro - incluindo uma viagem a Cuba em 1979 com artistas brasileiros, a convite de ninguém menos que Chico Buarque.
O violonista passou a ficar conhecido quando gravou seus primeiros discos. "Mas o que impulsionou minha carreira mesmo foi a Bossa Nova. O movimento dava muito força para a música instrumental e eu já tocava muito, fazia solos... Quando surgiu o programa O Fino da Bossa, comecei a aparecer e todo ano gravava um disco, com músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Roberto Menescal...", recorda.
Hoje,
aos 71 anos, Paulinho Nogueira, já virou verbete, definição de
violonista genial: deitou modernidade no violão quando a bossa-nova
estava no auge, fez sucesso como compositor e cantor (sua canção Menina
estourou nos anos 70), dividiu o palco com outros bambas, mas intuiu que
teria um papel ainda mais importante nos bastidores. Tornou-se um
disputadíssimo professor de violão, criou um método de harmonia. Em 69,
desenhou a craviola (instrumento de doze cordas, que acabou exportado
para os EUA e a Europa) e foi mestre de um sem-número de músicos, entre
eles, um futuro parceiro de disco: Toquinho. Hoje, quase quatro décadas de sua estréia no vinil, Paulinho Nogueira lança Chico Buarque - Primeiras Composições, desta vez em homenagem a um dos maiores compositores brasileiros. Dê uma olhada na genialidade do violonista no vídeo abaixo tocando um samba em Prelúdio:
Canhoto da Paraíba
Francisco Soares de Araújo, cujo nome artístico é Canhoto da Paraíba,
nasceu em 1927 (embora só tenha sido registrado em 1928) na pequena
cidade de Princesa Isabel, interior da Paraíba. Canhoto da Paraíba é um
dos três raros casos de violonistas e virtuoses brasileiros que tocam
violão canhoto sem inverter as cordas.
Ele nasceu numa família musical e o violão era tocado por seu pai e compartilhado com outros membros da família. Canhoto sempre se interessou em tocar, mas não conseguia fazê-lo como se fosse destro e nem podia trocar as cordas, de maneira que acabou aprendendo sozinho e desenvolvendo sua própria técnica.

Músico muito talentoso, começou a criar suas próprias composições ainda novo, e valsas e choros eram seus estilos preferidos. Quando Canhoto Paraíba se mudou para o Rio de Janeiro, todos ficaram assombrados com sua técnica e a qualidade das suas composições. Seus choros têm um sabor nordestino e suas idéias harmônicas eram deveras interessantes e incomuns naquela época.
Infelizmente, Canhoto parou de tocar e compor devido a um derrame que o deixou parcialmente paralisado e comprometeu sua capacidade de tocar o instrumento.
Abaixo é possível ver um raro vídeo do próprio Canhoto tocando sua composição "Todo Cuidado é Pouco", que foi feita nos anos 50 e mostra uma linguagem harmônica incomum para a época e lembra o estilo de Garoto.
Ele nasceu numa família musical e o violão era tocado por seu pai e compartilhado com outros membros da família. Canhoto sempre se interessou em tocar, mas não conseguia fazê-lo como se fosse destro e nem podia trocar as cordas, de maneira que acabou aprendendo sozinho e desenvolvendo sua própria técnica.
Músico muito talentoso, começou a criar suas próprias composições ainda novo, e valsas e choros eram seus estilos preferidos. Quando Canhoto Paraíba se mudou para o Rio de Janeiro, todos ficaram assombrados com sua técnica e a qualidade das suas composições. Seus choros têm um sabor nordestino e suas idéias harmônicas eram deveras interessantes e incomuns naquela época.
Infelizmente, Canhoto parou de tocar e compor devido a um derrame que o deixou parcialmente paralisado e comprometeu sua capacidade de tocar o instrumento.
Abaixo é possível ver um raro vídeo do próprio Canhoto tocando sua composição "Todo Cuidado é Pouco", que foi feita nos anos 50 e mostra uma linguagem harmônica incomum para a época e lembra o estilo de Garoto.
Mais alguns exemplos:
Mulher Rendeira (Zé do Norte) - Aqui Canhoto aparece como arranjador. Trata-se uma gravação ao vivo e que mostra bastante também da sua capacidade de improvisação ao tocar em grupos de choro, mas o trecho vai mostrar apenas a introdução no violão solo.
Pisando em Brasa (Canhoto da Paraíba) - É uma música que inicia com um tema muito simples e cria o "clima" para os músicos improvisarem em cima. mas também mostra alguns blocos de acordes que tornam a música bastante interessante.
Com Mais de Mil (Canhoto da Paraíba) - Tocada por Raphael Rabello, é um choro que alterna seqüências fluentes de harpejos com paradas bruscas.
Tua Imagem (Canhoto da Paraíba) - Uma valsa inspirada e sensível, aqui na interpretação de Marco Pereira.
Mulher Rendeira (Zé do Norte) - Aqui Canhoto aparece como arranjador. Trata-se uma gravação ao vivo e que mostra bastante também da sua capacidade de improvisação ao tocar em grupos de choro, mas o trecho vai mostrar apenas a introdução no violão solo.
Pisando em Brasa (Canhoto da Paraíba) - É uma música que inicia com um tema muito simples e cria o "clima" para os músicos improvisarem em cima. mas também mostra alguns blocos de acordes que tornam a música bastante interessante.
Com Mais de Mil (Canhoto da Paraíba) - Tocada por Raphael Rabello, é um choro que alterna seqüências fluentes de harpejos com paradas bruscas.
Tua Imagem (Canhoto da Paraíba) - Uma valsa inspirada e sensível, aqui na interpretação de Marco Pereira.
José Rastelli
Violonista de
linguagem musical única e elogiada. É assim que José Rastelli, 75 anos, é
considerado pelos colegas que, como ele, têm o instrumento como paixão.
Modesto, o músico, nascido em Araraquara e morador de Rio Preto,
prefere dispensar os elogios. “Violão não tem hierarquia. Às vezes, um
violonista toca bem uma música que o outro não toca tão bem e
vice-versa.”
Atualmente, Rastelli sente-se à vontade apenas tocando violão num quarto de sua casa. Mas não foi sempre assim. Por muitos anos, ele esteve sobre o palco. Só na Orquestra Sinfônica de Campinas foram 11 anos de trabalho, iniciados na década de 1970.
Apesar da carreira expoente entre os anos 1960 e final dos 1980, Rastelli nem sempre é lembrado como nome importante da música na cidade onde mora. Reflexo da desatenção brasileira aos talentos e também pela opção de viver quieto em seu canto. Ele gosta mesmo é de tocar e não precisa de palco para isso. No mês passado, saiu de casa e participou de uma apresentação em Rio Preto com músicos como o violonista Welson Tremura e o maestro Paulo de Tarso.
A inserção de Rastelli na música mistura predestinação e relutância. O pai dele era fabricante de violino e violão. “Ele fazia instrumentos e tocava um pouco. O sonho dele era que eu estudasse música”, conta. Rastelli começou a estudar violino por volta dos 10 anos. “Na época, já tocava violão de ouvido, e mal, é lógico.”
Mais tarde, na adolescência, tentava encontrar emprego, mas o pai queria que o filho se dedicasse à música. “Eu arrumava um serviço e ele me tirava.” Mas não era só o pai do menino que acreditava no talento dele. “Estava trabalhando em uma casa de ferragens havia pouco tempo e fui chamado para fazer uma apresentação de violino. No dia seguinte, no emprego, o patrão comentou da apresentação e perguntou se era algum parente meu que estava tocando. Respondi que era eu. Então ele me pagou e disse ‘vai tocar violino’.”
Nessa época, ele morava em Catanduva. Só mais tarde viria para Rio Preto. O pai de Rastelli, que levava o menino onde tivesse um maestro, veio com o garoto para a cidade, onde ele se juntou a músicos adultos que formavam uma orquestra de amadores.
Rastelli formou-se em violino, mas sua paixão continuava sendo o violão. Em 1973, mostrou sua destreza no instrumento em um programa de TV apresentado por Hebe Camargo. Lá, apresentou “Rapsódia Húngara nº2”, de Franz Liszt. “Eu estudei a peça e a tirava por trechos.” A apresentação de aproximadamente dez minutos surpreendeu tanto na qualidade quanto no tempo. Como na televisão dez minutos são considerados uma eternidade, assim que terminou de tocar, Rastelli teve de sair correndo, não pôde nem se despedir de Hebe.
Quando foi para a Orquestra em Campinas, no final dos anos 1970, começou tocando viola de gamba, instrumento tocada com arco. “É um instrumento semelhante ao violino, mas um pouco maior e com um som mais grave. Estudei uns três meses, entrei na orquestra e lá fiquei 11 anos.”
Do mesmo modo que o violão é onde Rastelli sente-se confortável, o mesmo acontece com a música erudita, sua preferida. Mas isso não impediu que ele tocasse o repertório popular. “Do popular, toco a velha guarda, toco tango, bossas. Também toquei em orquestra de baile bolero, samba.”
Ao longo de sua carreira, o violonista gravou seis discos, na época do vinil, e outros três CDs. Ao todo, Rastelli tem 12 músicas próprias. Entre seus compositores preferidos estão Beethoven e Chopin. Este último, aliás, fez a obra que ele mais gosta - “Fantasia-Improviso”. “Sou apaixonado por ela. Ouvi em um filme sobre a vida de Chopin quando ainda era moleque e pensei: vou ter de tocar isso um dia.” E continua: “Foi a vida inteira de estudo para chegar a isso.” Para quem ouve é difícil acreditar que a sonoridade alcançada por Rastelli sai apenas de um violão.
Em 1987, o violonista se aposentou e abandonou a maratona de ensaios de cinco horas diárias na orquestra. Mas não se afastou do violão. Continuou fazendo concertos pelo Estado.
Hoje, são poucas as apresentações. Rastelli segue orientação médica para descansar ao máximo a mão direita, por conta de uma tendinite (inflamação no tendão por esforço repetitivo), resultado de anos de trabalho. Mas se ele consegue ficar longe de seu instrumento é outra história. Quem o conhece bem sabe que ele passa o dia inteiro com o violão. “Forço mais a outra mão e deixo a direita quieta.” Declaração difícil de ser levada a sério por quem já o ouviu e o viu tocar.
E se Rastelli já não se apresenta com a frequência de antes, há outras formas de perpetuá-lo. “Eu acho que as composições dele ainda vão encontrar um público e serão tocadas por outros violonistas”, diz o violonista Fábio Zanon.
Atualmente, Rastelli sente-se à vontade apenas tocando violão num quarto de sua casa. Mas não foi sempre assim. Por muitos anos, ele esteve sobre o palco. Só na Orquestra Sinfônica de Campinas foram 11 anos de trabalho, iniciados na década de 1970.
Apesar da carreira expoente entre os anos 1960 e final dos 1980, Rastelli nem sempre é lembrado como nome importante da música na cidade onde mora. Reflexo da desatenção brasileira aos talentos e também pela opção de viver quieto em seu canto. Ele gosta mesmo é de tocar e não precisa de palco para isso. No mês passado, saiu de casa e participou de uma apresentação em Rio Preto com músicos como o violonista Welson Tremura e o maestro Paulo de Tarso.
A inserção de Rastelli na música mistura predestinação e relutância. O pai dele era fabricante de violino e violão. “Ele fazia instrumentos e tocava um pouco. O sonho dele era que eu estudasse música”, conta. Rastelli começou a estudar violino por volta dos 10 anos. “Na época, já tocava violão de ouvido, e mal, é lógico.”
Mais tarde, na adolescência, tentava encontrar emprego, mas o pai queria que o filho se dedicasse à música. “Eu arrumava um serviço e ele me tirava.” Mas não era só o pai do menino que acreditava no talento dele. “Estava trabalhando em uma casa de ferragens havia pouco tempo e fui chamado para fazer uma apresentação de violino. No dia seguinte, no emprego, o patrão comentou da apresentação e perguntou se era algum parente meu que estava tocando. Respondi que era eu. Então ele me pagou e disse ‘vai tocar violino’.”
Nessa época, ele morava em Catanduva. Só mais tarde viria para Rio Preto. O pai de Rastelli, que levava o menino onde tivesse um maestro, veio com o garoto para a cidade, onde ele se juntou a músicos adultos que formavam uma orquestra de amadores.
Rastelli formou-se em violino, mas sua paixão continuava sendo o violão. Em 1973, mostrou sua destreza no instrumento em um programa de TV apresentado por Hebe Camargo. Lá, apresentou “Rapsódia Húngara nº2”, de Franz Liszt. “Eu estudei a peça e a tirava por trechos.” A apresentação de aproximadamente dez minutos surpreendeu tanto na qualidade quanto no tempo. Como na televisão dez minutos são considerados uma eternidade, assim que terminou de tocar, Rastelli teve de sair correndo, não pôde nem se despedir de Hebe.
Quando foi para a Orquestra em Campinas, no final dos anos 1970, começou tocando viola de gamba, instrumento tocada com arco. “É um instrumento semelhante ao violino, mas um pouco maior e com um som mais grave. Estudei uns três meses, entrei na orquestra e lá fiquei 11 anos.”
Do mesmo modo que o violão é onde Rastelli sente-se confortável, o mesmo acontece com a música erudita, sua preferida. Mas isso não impediu que ele tocasse o repertório popular. “Do popular, toco a velha guarda, toco tango, bossas. Também toquei em orquestra de baile bolero, samba.”
Ao longo de sua carreira, o violonista gravou seis discos, na época do vinil, e outros três CDs. Ao todo, Rastelli tem 12 músicas próprias. Entre seus compositores preferidos estão Beethoven e Chopin. Este último, aliás, fez a obra que ele mais gosta - “Fantasia-Improviso”. “Sou apaixonado por ela. Ouvi em um filme sobre a vida de Chopin quando ainda era moleque e pensei: vou ter de tocar isso um dia.” E continua: “Foi a vida inteira de estudo para chegar a isso.” Para quem ouve é difícil acreditar que a sonoridade alcançada por Rastelli sai apenas de um violão.
Em 1987, o violonista se aposentou e abandonou a maratona de ensaios de cinco horas diárias na orquestra. Mas não se afastou do violão. Continuou fazendo concertos pelo Estado.
Hoje, são poucas as apresentações. Rastelli segue orientação médica para descansar ao máximo a mão direita, por conta de uma tendinite (inflamação no tendão por esforço repetitivo), resultado de anos de trabalho. Mas se ele consegue ficar longe de seu instrumento é outra história. Quem o conhece bem sabe que ele passa o dia inteiro com o violão. “Forço mais a outra mão e deixo a direita quieta.” Declaração difícil de ser levada a sério por quem já o ouviu e o viu tocar.
E se Rastelli já não se apresenta com a frequência de antes, há outras formas de perpetuá-lo. “Eu acho que as composições dele ainda vão encontrar um público e serão tocadas por outros violonistas”, diz o violonista Fábio Zanon.
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| Fábio Zanon: ‘A técnica dele (Rastelli) é limpa, sua musicalidade é simples e comovente’ |
Dentre os músicos que José Rastelli admira está Fábio Zanon, um dos mais respeitados violonistas do País. E a consideração é mútua. A primeira vez que Zanon ouviu Rastelli foi em 1978, aos 12 anos, em Jundiaí. Na época, o menino Zanon tocava um pouco de violão, mas não conhecia alguém que dominasse o repertório clássico no instrumento. Foi o pai de um amigo que apresentou um LP de Rastelli a Zanon. “Ele me trouxe um LP que tinha um repertório híbrido, com peças clássicas, temas de filmes, arranjos de temas mais populares. Mas era tudo tocado de um jeito que eu nunca tinha ouvido até então.”
A ocasião marcou também o interesse de Zanon por Villa-Lobos, já que no disco havia uma gravação do “Prelúdio nº1”, do compositor brasileiro. “Eu fiquei fascinado com a amplitude daquela música. Não imaginava que o violão pudesse fazer uma coisa dessas.”
Zanon conta que mais tarde se deu conta da importância de Rastelli, músico que se destacou mesmo dentro de uma geração de grandes nomes do violão. Ele explica que nos anos 1950 e 1960 surgiram importantes violonistas no Brasil, tanto no âmbito clássico quanto no popular, e cita nomes como Geraldo Ribeiro, Turíbio Santos e Barbosa Lima. Ainda segundo Zanon, a bossa nova causou uma “explosão” de violão no País e nesse período atuaram Laurindo Almeida, Luís Bonfá.
Mais tarde, surgiram Toquinho e Baden Powell. Em um período que os violonistas famosos se concentravam em São Paulo e no Rio de Janeiro, Rastelli levava música ao interior paulista, misturando obras clássicas, composições próprias, arranjos de tango, choros e músicas latinas. “A técnica dele é limpa, a musicalidade é perfeita, simples e comovente.”
Rastelli é influência também para músicos de Rio Preto. Para o violonista Welson Tremura, rio-pretense professor da University of Florida, Rastelli é uma referência de como trabalhar a música em um contexto criativo. “Ele criou uma forma de interpretar canções, harmonizar melodias e misturar com muito bom gosto o erudito ao popular, mas com sotaque do interior.”
Para o violonista João Kouyoumdjian, que concluiu mestrado este ano na Julliard School, em Nova York, José Rastelli o influenciou na relação com a plateia. “O jeito pouco ortodoxo/acadêmico de sua performance, mas extremamente eficaz no palco, é um talento típico de artistas imortais como Vladimir Horowitz, Alfred Cortot, e Andres Segovia. Tem a ver com a apropriacao da obra de arte em um nível muito pessoal. O público sente o pulso de Rastelli.”
Curso de violão - Qual devo fazer?
Quando você for escolher um curso de violão, escola de música ou professor particular (Professor Hamilton Turibio), tenha sempre em mente:
São pessoas que trabalham por conta própria, geralmente seguem diferentes metodologias um em relação ao outro, sendo assim não oferecem ao aluno um prazo exato para
conclusão de curso. Mas nesse meio existe mais contato professor-aluno, o que o ajuda na hora de fazer suas negociações e também mantém uma relação mais aberta sobre a matéria em questão.
Escolas de Música
Somando os custos de transporte, compra de livros, cópias de cifras etc… O curso de violão acaba custando quase que o valor de um curso de nível superior.
Observação: Se você optar por aprender a tocar
violão com um professor particular ou escola de música, dê preferência
para aqueles que ofereçam um prazo de conclusão, pois como “eles” GANHAM
POR HORA, se torna interessante controlar o progresso do aluno no
intuito de preservá-lo mais alguns meses frequentando as aulas de
violão. Mas isso varia conforme o preço... Afinal violão não se aprende por meses e anos e sim durante o resto da vida. Logo mesmo que dure bastante tempo, pode te render e valer: dinheiro e esforço.
Revistinhas de Banca
Sem contar que você pode adquirir vícios que podem prejudicar e muito o seu progresso, que muitas vezes são tomados como ensino de forma errada.
Cursos de Violão pela Internet
Esse tipo de curso de violão nada mais é que um reflexo da evolução
humana, pois além de ser mais barato que escolas e professores de
música, você conta com recursos audio-visuais que com certeza absoluta
oferecem resultados mais rápidos aos seus alunos, apesar de não incluir o contato pessoal com alguém que realmente possa te instruir passo a passo na aprendizagem.
TOQUINHO
Antonio Pecci Filho nasceu em 6 julho de 1946, na cidade de São
Paulo. Apelidado de “Toquinho” pela mãe, ganhou um apelido que o
acompanharia durante toda sua vida
artística. Interessado pelo violão, começou a tomar aulas desde os
primeiros anos de sua adolescência. Aprendiz do violonista Paulinho
Nogueira, acumulou conhecimento para o solo e acompanhamento, depois de
buscar outras influências como de Oscar Castro Neves, Isaias Sávio e Léo
Peracchi.
Consolidando admirável experiência técnica, começou a se apresentar em colégios, faculdades e clubes. No período em que deu os primeiros passos de sua carreira profissional, não sabia que conviveria com uma safra de grandes cantores, instrumentistas e intérpretes. Entre seus colegas de profissão estavam Elis Regina, Marcos Valle, Zimbo Trio, Tayguara e Chico Buarque. Em uma época de grande efervescência cultural, Toquinho participou de diversos espetáculos e peças musicais.
Nos primeiros projetos conheceu o letrista Chico Buarque, que foi o primeiro a colocar uma letra em um de seus arranjos. Dessa união surgiu a música “Lua Cheia”, que foi registrada no disco “Chico Buarque – Volume 2”. No ano de 1966, abriu espaço para a divulgação de seu trabalho instrumental com a gravação do LP “O violão de Toquinho”. Aproveitando a visibilidade da época, Toquinho se apresentou em programas de TV e participou dos famosos festivais de canção popular produzidos pela TV Record.
Consolidando admirável experiência técnica, começou a se apresentar em colégios, faculdades e clubes. No período em que deu os primeiros passos de sua carreira profissional, não sabia que conviveria com uma safra de grandes cantores, instrumentistas e intérpretes. Entre seus colegas de profissão estavam Elis Regina, Marcos Valle, Zimbo Trio, Tayguara e Chico Buarque. Em uma época de grande efervescência cultural, Toquinho participou de diversos espetáculos e peças musicais.
Nos primeiros projetos conheceu o letrista Chico Buarque, que foi o primeiro a colocar uma letra em um de seus arranjos. Dessa união surgiu a música “Lua Cheia”, que foi registrada no disco “Chico Buarque – Volume 2”. No ano de 1966, abriu espaço para a divulgação de seu trabalho instrumental com a gravação do LP “O violão de Toquinho”. Aproveitando a visibilidade da época, Toquinho se apresentou em programas de TV e participou dos famosos festivais de canção popular produzidos pela TV Record.
A partir de então, o dueto Toquinho e Vinicius empreendeu uma extensa parceria que marcou a trajetória da música brasileira. A parceria rendeu discos e temporadas de shows memoráveis entre os especialistas e críticos de arte da época. No ano de 1979, o show “Dez anos de Toquinho e Vinicius” celebrou a amizade e intercâmbio musical desses artistas. Ao longo da década de 1980, alcançou notório prestígio musical, tendo sua arte reconhecida internacionalmente. Nessa mesma década participou do afamado Festival de Montreux.
No ano de 1983, Toquinho passou a explorar uma nova vertente em sua trajetória musical. O disco “Casa dos Brinquedos” inovou esteticamente por tratar única e exclusivamente do universo infantil. Três anos mais tarde, produziu um disco de 10 faixas que tematizou a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Desde então, as crianças ganharam grande prestígio em seu trabalho musical. Nos últimos anos, Toquinho conseguiu consolidar uma carreira estável marcada por diversos projetos de prestígio. Ainda hoje, ele é referência para novos intérpretes e instrumentistas que iniciam sua carreira musical.
A HISTÓRIA DA MPB.
Música popular brasileira, Tom Jobim, João Gilberto e Bossa Nova.... Tudo isso nós conhecemos ou já ouvimos falar. Mas como foi que essa onde da música popular começou no Brasil?
De alguns anos para cá houve uma aceleração no mundo, graças ao avanço da tecnologia. O hoje já está atrasado, dormimos esperando o novo que virá amanhã. Tudo é muito rápido, fugaz, descartável.
Basta ver os celulares, os aparelhos eletros-domésticos, os eletrônicos, da mesma forma as mudanças são rápidas também nas artes, principalmente na música, tanto que dos anos 90 para cá já ouvimos - e vimos- lambada, é o tchan, axé, forró, duplas sertanejas, Claudinho & Buchecha, Pepê e Neném, KLB, Sandy e Junior, Pagode, e por aí afora. Todos devidamente jogados na lata do lixo do tempo. Não há aqui nenhum conceito tampouco juízo de valor, apenas constatação.
Algo era diferente pelos anos 40, 50 ou 60, pois o mercado funcionava mais devagar, as mudanças eram lentas e graduais, tanto que a Música Popular Brasileira continuou praticamente a mesma até o início dos anos 60. Excetuando a Bossa Nova, no final dos anos 50 que na verdade criou uma outra corrente musical sem alterar a que havia antes, tanto que continuamos a ouvir e a produzir boleros, sambas, samba-canções, e algumas baladas com cheiro de rock.
Na realidade os anos 40/50 consomem compositores e interpretes formados pelos anos 30 e começo dos 40. É claro que novos compositores e intérpretes apareceram, mas a trilha era a mesma.
Nestes anos o detalhe é a consagração das cantoras como Emilinha, Marlene, Nora Ney, entre outras, da mesma forma que os programas de auditório tomam conta dos finais de semana nas emissoras de rádio, principalmente o da Nacional do Rio, que continua com sua potência, fazendo às vezes de conselheira da moda, do que se bebe, do que se compra..A Globo dos anos 50.
A Música Popular do Brasil só vai conhecer alguma mudança fundamental a partir de 1967, quando Caetano Veloso e Gilberto Gil apresentam Alegria, Alegria e Domingo no Parque no IV Festival da Record, e com elas a guitarra e o baixo elétrico. . Uma revolução que causa pânico na conservadora classe de músicos e críticos. Do pânico à passeata contra esta agressão ao nosso purismo.
O fato é que, apesar de tudo, no ano seguinte o Tropicalismo reforça a tese de Caetano e Gil e a Música Popular Brasileira deixa seu conservadorismo aderindo às guitarras e aos baixos elétricos.
De alguns anos para cá houve uma aceleração no mundo, graças ao avanço da tecnologia. O hoje já está atrasado, dormimos esperando o novo que virá amanhã. Tudo é muito rápido, fugaz, descartável.
Basta ver os celulares, os aparelhos eletros-domésticos, os eletrônicos, da mesma forma as mudanças são rápidas também nas artes, principalmente na música, tanto que dos anos 90 para cá já ouvimos - e vimos- lambada, é o tchan, axé, forró, duplas sertanejas, Claudinho & Buchecha, Pepê e Neném, KLB, Sandy e Junior, Pagode, e por aí afora. Todos devidamente jogados na lata do lixo do tempo. Não há aqui nenhum conceito tampouco juízo de valor, apenas constatação.
Algo era diferente pelos anos 40, 50 ou 60, pois o mercado funcionava mais devagar, as mudanças eram lentas e graduais, tanto que a Música Popular Brasileira continuou praticamente a mesma até o início dos anos 60. Excetuando a Bossa Nova, no final dos anos 50 que na verdade criou uma outra corrente musical sem alterar a que havia antes, tanto que continuamos a ouvir e a produzir boleros, sambas, samba-canções, e algumas baladas com cheiro de rock.
Na realidade os anos 40/50 consomem compositores e interpretes formados pelos anos 30 e começo dos 40. É claro que novos compositores e intérpretes apareceram, mas a trilha era a mesma.
Nestes anos o detalhe é a consagração das cantoras como Emilinha, Marlene, Nora Ney, entre outras, da mesma forma que os programas de auditório tomam conta dos finais de semana nas emissoras de rádio, principalmente o da Nacional do Rio, que continua com sua potência, fazendo às vezes de conselheira da moda, do que se bebe, do que se compra..A Globo dos anos 50.
A Música Popular do Brasil só vai conhecer alguma mudança fundamental a partir de 1967, quando Caetano Veloso e Gilberto Gil apresentam Alegria, Alegria e Domingo no Parque no IV Festival da Record, e com elas a guitarra e o baixo elétrico. . Uma revolução que causa pânico na conservadora classe de músicos e críticos. Do pânico à passeata contra esta agressão ao nosso purismo.
O fato é que, apesar de tudo, no ano seguinte o Tropicalismo reforça a tese de Caetano e Gil e a Música Popular Brasileira deixa seu conservadorismo aderindo às guitarras e aos baixos elétricos.
JASON MRAZ - I WON'T GIVE UP (Cifra)
Uma nova música de Jason Mraz, chamada I Won't Give Up, saiu
com clipe e cifra. Ela tem uma melodia muito calma e bonita no violão, como uma
canção de um apaixonado. A maioria das músicas de Jason Mraz tem esse estilo e
pegada no violão, o que é legal. Quem quiser encantar alguém com as românticas
músicas do cantor não precisa de nenhum instrumento diferente. O violão basta
para que as músicas dele sejam belas e bem compostas.


O
cantor Jason Mraz lançou seu último álbum há dois anos e ficou algum tempo se
dedicando a conhecer o mundo antes de começar o novo trabalho que sairá este
ano com todo o estilo do cantor mais as novas experiências que teve durante
esse tempo. E se quiser aprender a mais nova música, clique aqui para ver a cifra.
DESAFINADO?
Quantas
vezes você já viu pessoas cantando a música Desafinado ,de Tom Jobim, em programas de
música como o Qual É O Seu Talento ou Ídolos? Melhor... Você já ouviu falar
dessa música? É claro que Tom Jobim é um ícone da música brasileira e todos
conhecem, mas a música Desafinado, é em termos de técnica vocal, uma das mais
difíceis de cantar porque ela não mantém uma base melódica repetitiva, mas faz
reviravoltas e arranjos em notas distantes. E assim é também com o violão, o
sambinha que a música por si só no violão faz, tem as mesmas reviravoltas nos
acordes. Mas, vamos combinar que de desafinada
essa música não tem nada! E quem a toca no violão é João Gilberto, que é considerado o criador do
ritmo bossa nova. Além de muitas outras músicas que são tão gostosas de ouvir
quanto essa, você pode começar ouvindo e depois dar um "upgrade" na
sua lista musical e tocá-las, afinal você não vai aprender e ficar craque no
violão se tocar acordes repetitivos e arranjos mal compostos. Se você ainda não
estuda incluindo o MPB na sua lista musical, já passou da hora de começar, viu?
Aqui abaixo está um vídeo com Tom Jobim e João Gilberto e se você clicar na palavra "Desafinado" no começo do texto você tem a cifra.
Aqui abaixo está um vídeo com Tom Jobim e João Gilberto e se você clicar na palavra "Desafinado" no começo do texto você tem a cifra.
GÊMEOS KATONA
Que
tal uma trilha sonora do Piratas do Caribe de Scarlatti? Esses dois irmãos gêmeos aqui,
Peter e Zóltan Katona, nascidos em Budapeste, Hungria, fazem de tudo juntos e
propositalmente aprenderam a tocar violão juntos há um bom tempo atrás. Hoje em
dia tem seus próprios shows, tocando "pra caramba" e incrementando
suas músicas ou sucessos barrocos com arranjos especiais ou até mesmo com
músicas do Nirvana, Michael Jackson e outras atualidades. E fazem isso com
gosto! Em uma das apresentações tocam Scarlatti com um toque de trilha sonora
do Piratas do Caribe. Há também outros vídeos com arranjos bem elaborados
feitos pelas próprias mãos dos gêmeos Katona que podem ser vistos nos canais do
querido Youtube.
Além do toque trilha sonora que eles dão para cada música, seja ela clássica ou popular, eles também tem muita técnica, que é extremamente perceptível enquanto tocam com muita panca de bonitões e ótimos violonistas.
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