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O Renascimento e a Música


Num breve destaque às principais características e transformações da música na Renascença, primeiramente se pode dizer que foi uma era em que se desenvolveu e se valorizou extremamente a polifonia vocal, já que a grande maioria da música deste período foi composta pensando em vozes independentes organizadas verticalmente por regras de consonância e dissonância, regras de contraponto, e a própria polifonia erudita - escrita e teórica - se desenvolveu a partir do canto (organum). Além disso, o pensamento dessa época foi extremamente influenciado pela filosofia clássica que valorizava muito a união entre música e palavra - o canto.

A polifonia existia desde a Idade média. No entanto, no século XIV surge um novo estilo de composição na França, a Ars Nova, caracterizado por seus ritmos e inflexões melódicas complexos e pela preferência ao uso dos intervalos de terças e sextas (consonâncias imperfeitas) em tempos fortes e movimentos paralelos. Percebese na música francesa e italiana um sentido harmônico, principalmente na prática da música ficta, em que algumas notas eram alteradas para modificar o caráter de certos intervalos em cadências e tratamento do trítono, por exemplo.

No século XV, uma técnica de composição inglesa afeta toda a composição, é chamada de fauxbourdon. Esta era uma composição a duas vozes que evoluíam em sextas intercaladas com oitavas, às quais eram acrescentadas uma terceira voz que movia-se uma quarta abaixo da voz soprano. Deste modo, propunha uma sonoridade homofônica dando ênfase à voz aguda.

O século XVI é marcado por influências do pensamento clássico na música, que concebe a música como força que educa e incita as paixões do homem, além de dar extremo valor às palavras que a compõem, uma vez que música e poesia era uma coisa só. Sendo assim, os compositores passam a se preocupar com a adaptação da música ao texto e utilizam para isto, modos que correspondem e expressão diversos estados de espírito.

No início desse mesmo século, a música impressa surge como atividade comercial e, em todo o período, a música instrumental adquire maior importância. Os instrumentos de corda dedilhada foram muito apreciados na Renascença e participavam ativamente no repertório musical da época. Dentre os vários instrumentos da época, dois foram muito populares: o alaúde e a vihuela.

A HISTÓRIA DA MPB.

Música popular brasileira, Tom Jobim, João Gilberto e Bossa Nova.... Tudo isso nós conhecemos ou já ouvimos falar. Mas como foi que essa onde da música popular começou no Brasil? 

De alguns anos para cá houve uma aceleração no mundo, graças ao avanço da tecnologia. O hoje já está atrasado, dormimos esperando o novo que virá amanhã. Tudo é muito rápido, fugaz, descartável.


Basta ver os celulares, os aparelhos eletros-domésticos, os eletrônicos, da mesma forma as mudanças são rápidas também nas artes, principalmente na música, tanto que dos anos 90 para cá já ouvimos - e vimos- lambada, é o tchan, axé, forró, duplas sertanejas, Claudinho & Buchecha, Pepê e Neném, KLB, Sandy e Junior, Pagode, e por aí afora. Todos devidamente jogados na lata do lixo do tempo. Não há aqui nenhum conceito tampouco juízo de valor, apenas constatação. 

Algo era diferente pelos anos 40, 50 ou 60, pois o mercado funcionava mais devagar, as mudanças eram lentas e graduais, tanto que a Música Popular Brasileira continuou praticamente a mesma até o início dos anos 60. Excetuando a Bossa Nova, no final dos anos 50 que na verdade criou uma outra corrente musical sem alterar a que havia antes, tanto que continuamos a ouvir e a produzir boleros, sambas, samba-canções, e algumas baladas com cheiro de rock. 

Na realidade os anos 40/50 consomem compositores e interpretes formados pelos anos 30 e começo dos 40. É claro que novos compositores e intérpretes apareceram, mas a trilha era a mesma. 

Nestes anos o detalhe é a consagração das cantoras como Emilinha, Marlene, Nora Ney, entre outras, da mesma forma que os programas de auditório tomam conta dos finais de semana nas emissoras de rádio, principalmente o da Nacional do Rio, que continua com sua potência, fazendo às vezes de conselheira da moda, do que se bebe, do que se compra..A Globo dos anos 50. 

A Música Popular do Brasil só vai conhecer alguma mudança fundamental a partir de 1967, quando Caetano Veloso e Gilberto Gil apresentam Alegria, Alegria e Domingo no Parque no IV Festival da Record, e com elas a guitarra e o baixo elétrico. . Uma revolução que causa pânico na conservadora classe de músicos e críticos. Do pânico à passeata contra esta agressão ao nosso purismo. 

O fato é que, apesar de tudo, no ano seguinte o Tropicalismo reforça a tese de Caetano e Gil e a Música Popular Brasileira deixa seu conservadorismo aderindo às guitarras e aos baixos elétricos. 

DESAFINADO?


Quantas vezes você já viu pessoas cantando a música Desafinado ,de Tom Jobim, em programas de música como o Qual É O Seu Talento ou Ídolos? Melhor... Você já ouviu falar dessa música? É claro que Tom Jobim é um ícone da música brasileira e todos conhecem, mas a música Desafinado, é em termos de técnica vocal, uma das mais difíceis de cantar porque ela não mantém uma base melódica repetitiva, mas faz reviravoltas e arranjos em notas distantes. E assim é também com o violão, o sambinha que a música por si só no violão faz, tem as mesmas reviravoltas nos acordes.  Mas, vamos combinar que de desafinada essa música não tem nada! E quem a toca no violão é João Gilberto, que é considerado o criador do ritmo bossa nova. Além de muitas outras músicas que são tão gostosas de ouvir quanto essa, você pode começar ouvindo e depois dar um "upgrade" na sua lista musical e tocá-las, afinal você não vai aprender e ficar craque no violão se tocar acordes repetitivos e arranjos mal compostos. Se você ainda não estuda incluindo o MPB na sua lista musical, já passou da hora de começar, viu?
Aqui abaixo está um vídeo com Tom Jobim e João Gilberto e se você clicar na palavra "Desafinado" no começo do texto você tem a cifra.



CUCA ROSETA

Nós brasileiros temos uma mania muito feia de fazer e gostar de piadas de portugueses. A verdade é que Portugal tem lugares belíssimos, culinaria requintada, um povo de personalidade forte e original que não se rende aos "americanismos", tem  a guitarra portuguesa, o violão que sem os portugueses não teriamos o conhecido e finalmente, Portugal tem essa voz de anjo chamada Cuca Roseta (Isabel Roseta) no qual tem se destacado como uma nova precursora do fado contemporâneo. Para os estudantes de violão que não sabem o que é fado vai aqui uma explicação rápida: "A origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, na cidade de Lisboa após a reconquista Cristã. A dolência e a melancolia, tão comuns no Fado, teriam sido herdadas daqueles cantos. No entanto, tal explicação é ingénua de uma perspectiva etnomusicológica. Não existem registos do fado até ao início do século XIX, nem era conhecido no Algarve, último reduto dos árabes em Portugal, nem na Andaluzia onde os árabes permaneceram até aos finais do século XV."
Nós da HT queremos incentiva-los a se apaixonar por este instrumento que está em quase todos os meios musicais, como dizia o grande mestre Andrés Segovia: " La guitarra es mi pasión, no hay instrumento mas rico que la guitarra!" 
Curta o vídeo desta linda fadista acompanhada ao violão, guitarra portuguesa e contra-baixo que vale a pena por nos favoritos do seu navegador!