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Luiz Bonfá
Hélio Delmiro
Hélio Delmiro nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Ele é conhecido,
influente e altamente respeitado dentre os violonistas populares no
Brasil e no mundo, embora o grande público ainda não pareça reconhecê-lo
como deveria. Hélio começou a tocar violão aos 5 anos e a tocar
profissional por volta dos 14. Ele é um músico que influenciou outros
violonistas como Guinga e Marco Pereira, apenas para dar alguns
exemplos.
Baden Powell
O que Baden fez pelo violão brasileiro não tem preço. Ele trabalhou apaixonadamente por mais de 40 anos e viveu na França e na Alemanha por muito tempo. Seu estilo agressivo e único de tocar influenciou dezenas de outros violonistas e sua influência continua se fazendo presente mesmo entre as gerações mais novas.
Baden era excelente como instrumentista, compositor e arranjador. Algumas de suas músicas ganharam letras escritas por poetas famosos como Vinícius de Moraes e Billy Blanco e se tornaram sucessos imortais, como Samba Triste, Berimbau e Samba em Prelúdio, as quais continuam sendo gravadas por muitos cantores e violonistas de hoje.
O Renascimento e a Música
Num breve destaque às principais características e transformações da música na Renascença, primeiramente se pode dizer que foi uma era em que se desenvolveu e se valorizou extremamente a polifonia vocal, já que a grande maioria da música deste período foi composta pensando em vozes independentes organizadas verticalmente por regras de consonância e dissonância, regras de contraponto, e a própria polifonia erudita - escrita e teórica - se desenvolveu a partir do canto (organum). Além disso, o pensamento dessa época foi extremamente influenciado pela filosofia clássica que valorizava muito a união entre música e palavra - o canto.
A polifonia existia desde a Idade média. No entanto, no século XIV surge um novo estilo de composição na França, a Ars Nova, caracterizado por seus ritmos e inflexões melódicas complexos e pela preferência ao uso dos intervalos de terças e sextas (consonâncias imperfeitas) em tempos fortes e movimentos paralelos. Percebese na música francesa e italiana um sentido harmônico, principalmente na prática da música ficta, em que algumas notas eram alteradas para modificar o caráter de certos intervalos em cadências e tratamento do trítono, por exemplo.
No século XV, uma técnica de composição inglesa afeta toda a composição, é chamada de fauxbourdon. Esta era uma composição a duas vozes que evoluíam em sextas intercaladas com oitavas, às quais eram acrescentadas uma terceira voz que movia-se uma quarta abaixo da voz soprano. Deste modo, propunha uma sonoridade homofônica dando ênfase à
O século XVI é marcado por influências do pensamento clássico na música, que concebe a música como força que educa e incita as paixões do homem, além de dar extremo valor às palavras que a compõem, uma vez que música e poesia era uma coisa só. Sendo assim, os compositores passam a se preocupar com a adaptação da música ao texto e utilizam para isto, modos que correspondem e expressão diversos estados de espírito.
No início desse mesmo século, a música impressa surge como atividade comercial e, em todo o período, a música instrumental adquire maior importância. Os instrumentos de corda dedilhada foram muito apreciados na Renascença e participavam ativamente no repertório musical da época. Dentre os vários instrumentos da época, dois foram muito populares: o alaúde e a vihuela.
Entrevista com Fábio Zanon
Paulinho Nogueira
A história do violonista Paulinho Nogueira começa em Campinas, interior
de São Paulo. Aos 10 anos, aprendeu a tocar violão com o pai, nas rodas
de cantoria que aconteciam em sua casa. Uma das primeiras músicas de que
se lembra de ter aprendido a tocar foi Bispo de Rosas, de Canhoto.
Anos depois, durante a juventude, veio a São Paulo para ser desenhista, mas nunca abandonou a vontade de viver de música. "Felizmente essa carreira não deu certo, senão ate hoje estaria mexendo com desenho". Até que um de seus irmãos conseguiu que ele começasse a tocar numa boate no centro de São Paulo. "Achei que fosse um emprego provisório, mas acabei gostando daquilo." Depois, passou a se apresentar no Bar Michel, famoso entre os artistas da época, cantando nos mesmos palcos que Ângela Maria, Johnny Alf, Dorival Caymmi...
Paulinho se lembra que quando uma de suas grandes influências foi Anibal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto.
De 1960 (quando gravou seu primeiro disco, A Voz do Violão) são 26 LPs, seis CDs, turnês no mundo inteiro - incluindo uma viagem a Cuba em 1979 com artistas brasileiros, a convite de ninguém menos que Chico Buarque.
O violonista passou a ficar conhecido quando gravou seus primeiros discos. "Mas o que impulsionou minha carreira mesmo foi a Bossa Nova. O movimento dava muito força para a música instrumental e eu já tocava muito, fazia solos... Quando surgiu o programa O Fino da Bossa, comecei a aparecer e todo ano gravava um disco, com músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Roberto Menescal...", recorda.
Hoje,
aos 71 anos, Paulinho Nogueira, já virou verbete, definição de
violonista genial: deitou modernidade no violão quando a bossa-nova
estava no auge, fez sucesso como compositor e cantor (sua canção Menina
estourou nos anos 70), dividiu o palco com outros bambas, mas intuiu que
teria um papel ainda mais importante nos bastidores. Tornou-se um
disputadíssimo professor de violão, criou um método de harmonia. Em 69,
desenhou a craviola (instrumento de doze cordas, que acabou exportado
para os EUA e a Europa) e foi mestre de um sem-número de músicos, entre
eles, um futuro parceiro de disco: Toquinho.
Hoje, quase quatro décadas de sua estréia no vinil, Paulinho Nogueira lança Chico Buarque - Primeiras Composições, desta vez em homenagem a um dos maiores compositores brasileiros. Dê uma olhada na genialidade do violonista no vídeo abaixo tocando um samba em Prelúdio:
Anos depois, durante a juventude, veio a São Paulo para ser desenhista, mas nunca abandonou a vontade de viver de música. "Felizmente essa carreira não deu certo, senão ate hoje estaria mexendo com desenho". Até que um de seus irmãos conseguiu que ele começasse a tocar numa boate no centro de São Paulo. "Achei que fosse um emprego provisório, mas acabei gostando daquilo." Depois, passou a se apresentar no Bar Michel, famoso entre os artistas da época, cantando nos mesmos palcos que Ângela Maria, Johnny Alf, Dorival Caymmi...
Paulinho se lembra que quando uma de suas grandes influências foi Anibal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto.De 1960 (quando gravou seu primeiro disco, A Voz do Violão) são 26 LPs, seis CDs, turnês no mundo inteiro - incluindo uma viagem a Cuba em 1979 com artistas brasileiros, a convite de ninguém menos que Chico Buarque.
O violonista passou a ficar conhecido quando gravou seus primeiros discos. "Mas o que impulsionou minha carreira mesmo foi a Bossa Nova. O movimento dava muito força para a música instrumental e eu já tocava muito, fazia solos... Quando surgiu o programa O Fino da Bossa, comecei a aparecer e todo ano gravava um disco, com músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Roberto Menescal...", recorda.
Hoje,
aos 71 anos, Paulinho Nogueira, já virou verbete, definição de
violonista genial: deitou modernidade no violão quando a bossa-nova
estava no auge, fez sucesso como compositor e cantor (sua canção Menina
estourou nos anos 70), dividiu o palco com outros bambas, mas intuiu que
teria um papel ainda mais importante nos bastidores. Tornou-se um
disputadíssimo professor de violão, criou um método de harmonia. Em 69,
desenhou a craviola (instrumento de doze cordas, que acabou exportado
para os EUA e a Europa) e foi mestre de um sem-número de músicos, entre
eles, um futuro parceiro de disco: Toquinho. Hoje, quase quatro décadas de sua estréia no vinil, Paulinho Nogueira lança Chico Buarque - Primeiras Composições, desta vez em homenagem a um dos maiores compositores brasileiros. Dê uma olhada na genialidade do violonista no vídeo abaixo tocando um samba em Prelúdio:
Canhoto da Paraíba
Francisco Soares de Araújo, cujo nome artístico é Canhoto da Paraíba,
nasceu em 1927 (embora só tenha sido registrado em 1928) na pequena
cidade de Princesa Isabel, interior da Paraíba. Canhoto da Paraíba é um
dos três raros casos de violonistas e virtuoses brasileiros que tocam
violão canhoto sem inverter as cordas.
Ele nasceu numa família musical e o violão era tocado por seu pai e compartilhado com outros membros da família. Canhoto sempre se interessou em tocar, mas não conseguia fazê-lo como se fosse destro e nem podia trocar as cordas, de maneira que acabou aprendendo sozinho e desenvolvendo sua própria técnica.

Músico muito talentoso, começou a criar suas próprias composições ainda novo, e valsas e choros eram seus estilos preferidos. Quando Canhoto Paraíba se mudou para o Rio de Janeiro, todos ficaram assombrados com sua técnica e a qualidade das suas composições. Seus choros têm um sabor nordestino e suas idéias harmônicas eram deveras interessantes e incomuns naquela época.
Infelizmente, Canhoto parou de tocar e compor devido a um derrame que o deixou parcialmente paralisado e comprometeu sua capacidade de tocar o instrumento.
Abaixo é possível ver um raro vídeo do próprio Canhoto tocando sua composição "Todo Cuidado é Pouco", que foi feita nos anos 50 e mostra uma linguagem harmônica incomum para a época e lembra o estilo de Garoto.
Ele nasceu numa família musical e o violão era tocado por seu pai e compartilhado com outros membros da família. Canhoto sempre se interessou em tocar, mas não conseguia fazê-lo como se fosse destro e nem podia trocar as cordas, de maneira que acabou aprendendo sozinho e desenvolvendo sua própria técnica.
Músico muito talentoso, começou a criar suas próprias composições ainda novo, e valsas e choros eram seus estilos preferidos. Quando Canhoto Paraíba se mudou para o Rio de Janeiro, todos ficaram assombrados com sua técnica e a qualidade das suas composições. Seus choros têm um sabor nordestino e suas idéias harmônicas eram deveras interessantes e incomuns naquela época.
Infelizmente, Canhoto parou de tocar e compor devido a um derrame que o deixou parcialmente paralisado e comprometeu sua capacidade de tocar o instrumento.
Abaixo é possível ver um raro vídeo do próprio Canhoto tocando sua composição "Todo Cuidado é Pouco", que foi feita nos anos 50 e mostra uma linguagem harmônica incomum para a época e lembra o estilo de Garoto.
Mais alguns exemplos:
Mulher Rendeira (Zé do Norte) - Aqui Canhoto aparece como arranjador. Trata-se uma gravação ao vivo e que mostra bastante também da sua capacidade de improvisação ao tocar em grupos de choro, mas o trecho vai mostrar apenas a introdução no violão solo.
Pisando em Brasa (Canhoto da Paraíba) - É uma música que inicia com um tema muito simples e cria o "clima" para os músicos improvisarem em cima. mas também mostra alguns blocos de acordes que tornam a música bastante interessante.
Com Mais de Mil (Canhoto da Paraíba) - Tocada por Raphael Rabello, é um choro que alterna seqüências fluentes de harpejos com paradas bruscas.
Tua Imagem (Canhoto da Paraíba) - Uma valsa inspirada e sensível, aqui na interpretação de Marco Pereira.
Mulher Rendeira (Zé do Norte) - Aqui Canhoto aparece como arranjador. Trata-se uma gravação ao vivo e que mostra bastante também da sua capacidade de improvisação ao tocar em grupos de choro, mas o trecho vai mostrar apenas a introdução no violão solo.
Pisando em Brasa (Canhoto da Paraíba) - É uma música que inicia com um tema muito simples e cria o "clima" para os músicos improvisarem em cima. mas também mostra alguns blocos de acordes que tornam a música bastante interessante.
Com Mais de Mil (Canhoto da Paraíba) - Tocada por Raphael Rabello, é um choro que alterna seqüências fluentes de harpejos com paradas bruscas.
Tua Imagem (Canhoto da Paraíba) - Uma valsa inspirada e sensível, aqui na interpretação de Marco Pereira.
José Rastelli
Violonista de
linguagem musical única e elogiada. É assim que José Rastelli, 75 anos, é
considerado pelos colegas que, como ele, têm o instrumento como paixão.
Modesto, o músico, nascido em Araraquara e morador de Rio Preto,
prefere dispensar os elogios. “Violão não tem hierarquia. Às vezes, um
violonista toca bem uma música que o outro não toca tão bem e
vice-versa.”
Atualmente, Rastelli sente-se à vontade apenas tocando violão num quarto de sua casa. Mas não foi sempre assim. Por muitos anos, ele esteve sobre o palco. Só na Orquestra Sinfônica de Campinas foram 11 anos de trabalho, iniciados na década de 1970.
Apesar da carreira expoente entre os anos 1960 e final dos 1980, Rastelli nem sempre é lembrado como nome importante da música na cidade onde mora. Reflexo da desatenção brasileira aos talentos e também pela opção de viver quieto em seu canto. Ele gosta mesmo é de tocar e não precisa de palco para isso. No mês passado, saiu de casa e participou de uma apresentação em Rio Preto com músicos como o violonista Welson Tremura e o maestro Paulo de Tarso.
A inserção de Rastelli na música mistura predestinação e relutância. O pai dele era fabricante de violino e violão. “Ele fazia instrumentos e tocava um pouco. O sonho dele era que eu estudasse música”, conta. Rastelli começou a estudar violino por volta dos 10 anos. “Na época, já tocava violão de ouvido, e mal, é lógico.”
Mais tarde, na adolescência, tentava encontrar emprego, mas o pai queria que o filho se dedicasse à música. “Eu arrumava um serviço e ele me tirava.” Mas não era só o pai do menino que acreditava no talento dele. “Estava trabalhando em uma casa de ferragens havia pouco tempo e fui chamado para fazer uma apresentação de violino. No dia seguinte, no emprego, o patrão comentou da apresentação e perguntou se era algum parente meu que estava tocando. Respondi que era eu. Então ele me pagou e disse ‘vai tocar violino’.”
Nessa época, ele morava em Catanduva. Só mais tarde viria para Rio Preto. O pai de Rastelli, que levava o menino onde tivesse um maestro, veio com o garoto para a cidade, onde ele se juntou a músicos adultos que formavam uma orquestra de amadores.
Rastelli formou-se em violino, mas sua paixão continuava sendo o violão. Em 1973, mostrou sua destreza no instrumento em um programa de TV apresentado por Hebe Camargo. Lá, apresentou “Rapsódia Húngara nº2”, de Franz Liszt. “Eu estudei a peça e a tirava por trechos.” A apresentação de aproximadamente dez minutos surpreendeu tanto na qualidade quanto no tempo. Como na televisão dez minutos são considerados uma eternidade, assim que terminou de tocar, Rastelli teve de sair correndo, não pôde nem se despedir de Hebe.
Quando foi para a Orquestra em Campinas, no final dos anos 1970, começou tocando viola de gamba, instrumento tocada com arco. “É um instrumento semelhante ao violino, mas um pouco maior e com um som mais grave. Estudei uns três meses, entrei na orquestra e lá fiquei 11 anos.”
Do mesmo modo que o violão é onde Rastelli sente-se confortável, o mesmo acontece com a música erudita, sua preferida. Mas isso não impediu que ele tocasse o repertório popular. “Do popular, toco a velha guarda, toco tango, bossas. Também toquei em orquestra de baile bolero, samba.”
Ao longo de sua carreira, o violonista gravou seis discos, na época do vinil, e outros três CDs. Ao todo, Rastelli tem 12 músicas próprias. Entre seus compositores preferidos estão Beethoven e Chopin. Este último, aliás, fez a obra que ele mais gosta - “Fantasia-Improviso”. “Sou apaixonado por ela. Ouvi em um filme sobre a vida de Chopin quando ainda era moleque e pensei: vou ter de tocar isso um dia.” E continua: “Foi a vida inteira de estudo para chegar a isso.” Para quem ouve é difícil acreditar que a sonoridade alcançada por Rastelli sai apenas de um violão.
Em 1987, o violonista se aposentou e abandonou a maratona de ensaios de cinco horas diárias na orquestra. Mas não se afastou do violão. Continuou fazendo concertos pelo Estado.
Hoje, são poucas as apresentações. Rastelli segue orientação médica para descansar ao máximo a mão direita, por conta de uma tendinite (inflamação no tendão por esforço repetitivo), resultado de anos de trabalho. Mas se ele consegue ficar longe de seu instrumento é outra história. Quem o conhece bem sabe que ele passa o dia inteiro com o violão. “Forço mais a outra mão e deixo a direita quieta.” Declaração difícil de ser levada a sério por quem já o ouviu e o viu tocar.
E se Rastelli já não se apresenta com a frequência de antes, há outras formas de perpetuá-lo. “Eu acho que as composições dele ainda vão encontrar um público e serão tocadas por outros violonistas”, diz o violonista Fábio Zanon.
Atualmente, Rastelli sente-se à vontade apenas tocando violão num quarto de sua casa. Mas não foi sempre assim. Por muitos anos, ele esteve sobre o palco. Só na Orquestra Sinfônica de Campinas foram 11 anos de trabalho, iniciados na década de 1970.
Apesar da carreira expoente entre os anos 1960 e final dos 1980, Rastelli nem sempre é lembrado como nome importante da música na cidade onde mora. Reflexo da desatenção brasileira aos talentos e também pela opção de viver quieto em seu canto. Ele gosta mesmo é de tocar e não precisa de palco para isso. No mês passado, saiu de casa e participou de uma apresentação em Rio Preto com músicos como o violonista Welson Tremura e o maestro Paulo de Tarso.
A inserção de Rastelli na música mistura predestinação e relutância. O pai dele era fabricante de violino e violão. “Ele fazia instrumentos e tocava um pouco. O sonho dele era que eu estudasse música”, conta. Rastelli começou a estudar violino por volta dos 10 anos. “Na época, já tocava violão de ouvido, e mal, é lógico.”
Mais tarde, na adolescência, tentava encontrar emprego, mas o pai queria que o filho se dedicasse à música. “Eu arrumava um serviço e ele me tirava.” Mas não era só o pai do menino que acreditava no talento dele. “Estava trabalhando em uma casa de ferragens havia pouco tempo e fui chamado para fazer uma apresentação de violino. No dia seguinte, no emprego, o patrão comentou da apresentação e perguntou se era algum parente meu que estava tocando. Respondi que era eu. Então ele me pagou e disse ‘vai tocar violino’.”
Nessa época, ele morava em Catanduva. Só mais tarde viria para Rio Preto. O pai de Rastelli, que levava o menino onde tivesse um maestro, veio com o garoto para a cidade, onde ele se juntou a músicos adultos que formavam uma orquestra de amadores.
Rastelli formou-se em violino, mas sua paixão continuava sendo o violão. Em 1973, mostrou sua destreza no instrumento em um programa de TV apresentado por Hebe Camargo. Lá, apresentou “Rapsódia Húngara nº2”, de Franz Liszt. “Eu estudei a peça e a tirava por trechos.” A apresentação de aproximadamente dez minutos surpreendeu tanto na qualidade quanto no tempo. Como na televisão dez minutos são considerados uma eternidade, assim que terminou de tocar, Rastelli teve de sair correndo, não pôde nem se despedir de Hebe.
Quando foi para a Orquestra em Campinas, no final dos anos 1970, começou tocando viola de gamba, instrumento tocada com arco. “É um instrumento semelhante ao violino, mas um pouco maior e com um som mais grave. Estudei uns três meses, entrei na orquestra e lá fiquei 11 anos.”
Do mesmo modo que o violão é onde Rastelli sente-se confortável, o mesmo acontece com a música erudita, sua preferida. Mas isso não impediu que ele tocasse o repertório popular. “Do popular, toco a velha guarda, toco tango, bossas. Também toquei em orquestra de baile bolero, samba.”
Ao longo de sua carreira, o violonista gravou seis discos, na época do vinil, e outros três CDs. Ao todo, Rastelli tem 12 músicas próprias. Entre seus compositores preferidos estão Beethoven e Chopin. Este último, aliás, fez a obra que ele mais gosta - “Fantasia-Improviso”. “Sou apaixonado por ela. Ouvi em um filme sobre a vida de Chopin quando ainda era moleque e pensei: vou ter de tocar isso um dia.” E continua: “Foi a vida inteira de estudo para chegar a isso.” Para quem ouve é difícil acreditar que a sonoridade alcançada por Rastelli sai apenas de um violão.
Em 1987, o violonista se aposentou e abandonou a maratona de ensaios de cinco horas diárias na orquestra. Mas não se afastou do violão. Continuou fazendo concertos pelo Estado.
Hoje, são poucas as apresentações. Rastelli segue orientação médica para descansar ao máximo a mão direita, por conta de uma tendinite (inflamação no tendão por esforço repetitivo), resultado de anos de trabalho. Mas se ele consegue ficar longe de seu instrumento é outra história. Quem o conhece bem sabe que ele passa o dia inteiro com o violão. “Forço mais a outra mão e deixo a direita quieta.” Declaração difícil de ser levada a sério por quem já o ouviu e o viu tocar.
E se Rastelli já não se apresenta com a frequência de antes, há outras formas de perpetuá-lo. “Eu acho que as composições dele ainda vão encontrar um público e serão tocadas por outros violonistas”, diz o violonista Fábio Zanon.
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| Fábio Zanon: ‘A técnica dele (Rastelli) é limpa, sua musicalidade é simples e comovente’ |
Dentre os músicos que José Rastelli admira está Fábio Zanon, um dos mais respeitados violonistas do País. E a consideração é mútua. A primeira vez que Zanon ouviu Rastelli foi em 1978, aos 12 anos, em Jundiaí. Na época, o menino Zanon tocava um pouco de violão, mas não conhecia alguém que dominasse o repertório clássico no instrumento. Foi o pai de um amigo que apresentou um LP de Rastelli a Zanon. “Ele me trouxe um LP que tinha um repertório híbrido, com peças clássicas, temas de filmes, arranjos de temas mais populares. Mas era tudo tocado de um jeito que eu nunca tinha ouvido até então.”
A ocasião marcou também o interesse de Zanon por Villa-Lobos, já que no disco havia uma gravação do “Prelúdio nº1”, do compositor brasileiro. “Eu fiquei fascinado com a amplitude daquela música. Não imaginava que o violão pudesse fazer uma coisa dessas.”
Zanon conta que mais tarde se deu conta da importância de Rastelli, músico que se destacou mesmo dentro de uma geração de grandes nomes do violão. Ele explica que nos anos 1950 e 1960 surgiram importantes violonistas no Brasil, tanto no âmbito clássico quanto no popular, e cita nomes como Geraldo Ribeiro, Turíbio Santos e Barbosa Lima. Ainda segundo Zanon, a bossa nova causou uma “explosão” de violão no País e nesse período atuaram Laurindo Almeida, Luís Bonfá.
Mais tarde, surgiram Toquinho e Baden Powell. Em um período que os violonistas famosos se concentravam em São Paulo e no Rio de Janeiro, Rastelli levava música ao interior paulista, misturando obras clássicas, composições próprias, arranjos de tango, choros e músicas latinas. “A técnica dele é limpa, a musicalidade é perfeita, simples e comovente.”
Rastelli é influência também para músicos de Rio Preto. Para o violonista Welson Tremura, rio-pretense professor da University of Florida, Rastelli é uma referência de como trabalhar a música em um contexto criativo. “Ele criou uma forma de interpretar canções, harmonizar melodias e misturar com muito bom gosto o erudito ao popular, mas com sotaque do interior.”
Para o violonista João Kouyoumdjian, que concluiu mestrado este ano na Julliard School, em Nova York, José Rastelli o influenciou na relação com a plateia. “O jeito pouco ortodoxo/acadêmico de sua performance, mas extremamente eficaz no palco, é um talento típico de artistas imortais como Vladimir Horowitz, Alfred Cortot, e Andres Segovia. Tem a ver com a apropriacao da obra de arte em um nível muito pessoal. O público sente o pulso de Rastelli.”
TOQUINHO
Antonio Pecci Filho nasceu em 6 julho de 1946, na cidade de São
Paulo. Apelidado de “Toquinho” pela mãe, ganhou um apelido que o
acompanharia durante toda sua vida
artística. Interessado pelo violão, começou a tomar aulas desde os
primeiros anos de sua adolescência. Aprendiz do violonista Paulinho
Nogueira, acumulou conhecimento para o solo e acompanhamento, depois de
buscar outras influências como de Oscar Castro Neves, Isaias Sávio e Léo
Peracchi.
Consolidando admirável experiência técnica, começou a se apresentar em colégios, faculdades e clubes. No período em que deu os primeiros passos de sua carreira profissional, não sabia que conviveria com uma safra de grandes cantores, instrumentistas e intérpretes. Entre seus colegas de profissão estavam Elis Regina, Marcos Valle, Zimbo Trio, Tayguara e Chico Buarque. Em uma época de grande efervescência cultural, Toquinho participou de diversos espetáculos e peças musicais.
Nos primeiros projetos conheceu o letrista Chico Buarque, que foi o primeiro a colocar uma letra em um de seus arranjos. Dessa união surgiu a música “Lua Cheia”, que foi registrada no disco “Chico Buarque – Volume 2”. No ano de 1966, abriu espaço para a divulgação de seu trabalho instrumental com a gravação do LP “O violão de Toquinho”. Aproveitando a visibilidade da época, Toquinho se apresentou em programas de TV e participou dos famosos festivais de canção popular produzidos pela TV Record.
Consolidando admirável experiência técnica, começou a se apresentar em colégios, faculdades e clubes. No período em que deu os primeiros passos de sua carreira profissional, não sabia que conviveria com uma safra de grandes cantores, instrumentistas e intérpretes. Entre seus colegas de profissão estavam Elis Regina, Marcos Valle, Zimbo Trio, Tayguara e Chico Buarque. Em uma época de grande efervescência cultural, Toquinho participou de diversos espetáculos e peças musicais.
Nos primeiros projetos conheceu o letrista Chico Buarque, que foi o primeiro a colocar uma letra em um de seus arranjos. Dessa união surgiu a música “Lua Cheia”, que foi registrada no disco “Chico Buarque – Volume 2”. No ano de 1966, abriu espaço para a divulgação de seu trabalho instrumental com a gravação do LP “O violão de Toquinho”. Aproveitando a visibilidade da época, Toquinho se apresentou em programas de TV e participou dos famosos festivais de canção popular produzidos pela TV Record.
A partir de então, o dueto Toquinho e Vinicius empreendeu uma extensa parceria que marcou a trajetória da música brasileira. A parceria rendeu discos e temporadas de shows memoráveis entre os especialistas e críticos de arte da época. No ano de 1979, o show “Dez anos de Toquinho e Vinicius” celebrou a amizade e intercâmbio musical desses artistas. Ao longo da década de 1980, alcançou notório prestígio musical, tendo sua arte reconhecida internacionalmente. Nessa mesma década participou do afamado Festival de Montreux.
No ano de 1983, Toquinho passou a explorar uma nova vertente em sua trajetória musical. O disco “Casa dos Brinquedos” inovou esteticamente por tratar única e exclusivamente do universo infantil. Três anos mais tarde, produziu um disco de 10 faixas que tematizou a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Desde então, as crianças ganharam grande prestígio em seu trabalho musical. Nos últimos anos, Toquinho conseguiu consolidar uma carreira estável marcada por diversos projetos de prestígio. Ainda hoje, ele é referência para novos intérpretes e instrumentistas que iniciam sua carreira musical.
Sérgio e Odair Assad
Tomando por base o repertório tradicional para dois violões, ao qual se referiam como “repertório Presti-Lagoya”, Sérgio Assad e Odair Assad acrescentaram as contribuições dos brasileiros Radamés Gnattali, Francisco Mignone, Heitor Villa-Lobos, Marlos Nobre, Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Hermeto Pascoal.
No início dos anos 80, Sérgio e Odair se fazem conhecer na Europa. Seu incrível talento e sua extraordinária personalidade musical surpreendem e entusiasmam a todos.
Astor Piazzolla, literalmente fascinado depois de ouvi-los em casa de amigos comuns em Paris, em 1983, dedica a eles, pouco depois, três tangos originais para dois violões, com o titulo de Tango-Suite, hoje no repertório dos duos de violões de todo o mundo.
Ao explorarem os tesouros barrocos, Sérgio e Odair compartilhavam irmãmente as duas mãos do cravo de Rameau, Scarlatti, Bach e Couperin - uma experiência fabulosa que deu origem a um disco. Com o tempo, aperfeiçoam de maneira surpreendente, porém harmoniosa, a mescla de épocas, estilos e culturas num mesmo programa de concerto.
Os Irmãos Assad acrescentam, depois, ao seu repertório, além de obras especialmente escritas para eles por Nikita Koshkin, Terry Riley e vários outros compositores, transcrições audaciosas como as da Rapsódia em Blue de Gershwin, Scaramouche de Darius Milhaud e a Sonata Opus 22 de Alberto Ginastera. Transcrições que deixam o público estupefato ao ouvir versões coloridas, ritmadas e apaixonantes de obras que acreditavam conhecer muito bem.
Solicitações e colaborações variadas ampliam ainda mais o campo das atividades musicais dos dois irmãos. Entre elas, a música do filme japonês Natsu No Niwa, encomendada a Sérgio e gravada por eles em 1994; sua associacão e apresentações, em concertos e gravações, com o violinista Gidon Kremer e a soprano Dawn Upshaw, em 1996, com o violoncelista Yo-Yo Ma e o violinista Fernando Suarez Paz, em 1997, e com a violinista Nadja Salerno Sonnenberg em 1998; e mais a criação de dois concertos para dois violões e orquestra, escritos especialmente para eles pelos compositores brasileiros Edino Krieger e Marlos Nobre - sem falar dos projetos futuros que eles preparam com paixão.
Seu trabalho obstinado e sua imaginação sem limites fazem de Sérgio e Odair Assad herdadeiros líderes dentro do universo do violão: seu duo é “um verdadeiro fenômeno, que o tempo e o amadurecimento farão entrar para a História” (Diapason)
Andres Segovia
Nascido na cidade de Linares, Andaluzia, Andrés Segovia estuda piano e
violoncelo desde a infância, mas logo se interessa pelo violão, apesar
do desprezo com o qual o instrumento era visto na época. As dificuldades
para encontrar professores obrigam-no a desenvolver técnica própria, de
maneira autodidata e intuitiva.
Em
1909 apresenta-se em público pela primeira vez, em Granada, e viaja em
seguida pela Espanha e pela América Latina. Já consagrado nesses locais,
estréia profissionalmente em Paris, em 1924. Durante sua carreira,
amplia o repertório e as possibilidades expressivas do violão, mediante a
transcrição para este instrumento de mais de 150 peças de compositores
barrocos - em especial Bach, Couperin e Lameau -, escritas originalmente
para alaúde, guitarra espanhola e cravo. Morre em Madri. Abaixo temos Adre Segovia o Prelúdio nº 1 de Villa-Lobos.
Duo Siqueira Lima
O trabalho do Duo Siqueira Lima está atraindo a atenção de músicos e críticos no Brasil e no exterior. Bebendo diretamente na fonte latino-americana, a uruguaia Cecília Siqueira e o brasileiro Fernando Lima se sobressaem em função especialmente da originalidade que imprimem ao repertório, desde a escolha das obras até a forma de execução. Seu mais recente album discográfico Um a Um, foi lançado na Europa e nos Estados Unidos pelo selo Belga GHA Records e vem recebendo excelentes críticas de publicações especializadas.
O primeiro encontro foi marcado por um acontecimento histórico em suas carreiras. Eles se conheceram num concurso internacional de violão que se realizou no ano de 2001 em Caxias do Sul –RG. Entre todos os participantes, que vinham de vários paises, Cecília e Fernando dividiram o primeiro lugar. Este fato foi de total importância para o início de uma carreira internacional e para a formação do duo Siqueira Lima.
Em 2002, quando ainda se dedicavam a suas carreiras individuais, se interessaram em gravar algumas peças juntos, foi quando fizeram o CD “Tudo ConCorda”, com solos e duo. Desde a estréia, o casal colheu numerosas críticas favoráveis, e teve como incentivador e orientador o renomado professor Henrique Pinto.
Desde de então eles vêm se apresentando por várias partes do mundo, sendo aclamado como uma revelação musical de sua geração.
A carreira internacional se estende por toda Europa, da Espanha a Rússia, da Irlanda a Ucrânia. Suas turnês européias inclui concertos em eminentes teatros e festivais como o Festival Internacional de Guitare de Paris (França), Palácio Kongresowa (Varsóvia-Polônia); International Musical Festival (Kaluga-Rússia); Jazz Festival (São Petersburgo-Rússia), Festival de Guitare de Lausanne (Lausanne-Suíça), Festival Guitares du Monde (Perpignan – França), National Concert Hall e Festival of World Cultures,(Dublin-Irlanda), Palazzina Liberty (Milão-Itália), Sala Tchaikovsky (Gomel–Bielorússia), CasteloËsterhaze (Fertod-Hungria), entre outros.
O Duo também vem sendo solicitado com frequencia à se apresentar com orquestras sinfônicas e a ministrar palestras e Master Classes em diversas universidades dos Estados Unidos, como Brazilian Music Institute – University of Florida (Gainesville – Flórida) e SMU Meadows School of Arts (Fort Worth-Texas).
E abaixo temos o Duo tocando juntos à quatro braços com um violão, Tico-Tico no Fubá, no Programa do Jô. Aproveitem, curtam e inspirem-se:
Matteo Carcassi
Em busca da consagração definitiva, segue para a Alemanha, onde suas composições passaram a ser admiradas e solicitadas pelo público, ao mesmo tempo em que eram disputadas pelos editores de música. Em 1820 voltou à Itália onde, depois de vários concertos muito bem sucedidos, resolve ir para o grande centro cultural da Europa: Paris.
Ali, do mesmo modo que Sor, Carulli, Aguado, Giuliani e Coste, conheceu a fama e a glória. Permaneceu dois anos em Paris e, em 1822, seguiu para Londres, tendo conquistado sucesso tão grande que passou a viver por vários anos no eixo Londres-Paris. Em 1828, no apogeu da glória, retorna definitivamente a Paris, onde se encontra com Carulli promovendo uma sadia e estimulante rivalidade.
Retornou à Itália em 1836 e realizou bem sucedidas turnês, conquistando a fama de ser um dos melhores executantes de sua época. Viajou novamente para a Inglaterra e depois para Paris, onde fixou residência, permanecendo até a sua morte em 1863, com 71 anos de idade.
Compositor talentoso e correto, Matteo Carcassi legou-nos um importante acervo de composições, entre as quais se destacam as três sonatas do Opus 1 e os 25 estudos do Opus 60, de grande valor musical e didático.
O método de Carcassi tem sido injustamente relegado ao esquecimento. Sua edição no Brasil é muito mal cuidada e mal traduzida por decorrência direta do desleixo das editoras que só renovam, quando o fazem, a capa das edições. Seus 22 exercícios para independência dos dedos, para citar um só exemplo, eficientes e concisos, são, até hoje, indispensáveis para promover o progresso do aluno iniciante. Mesmo alunos adiantados podem beneficiar-se destes breves exercícios de dois compassos cada um.
Dois Violões Para Quatro Russos
Se você acha que tocar violão é difícil demais para você, dê uma olhada nesse quarteto russo no violão. Se você até agora impôs inúmeras barreiras no seu ensino ao violão, tem que rever o seu conceito de dificuldade. Já que esses quatro aqui dividem dois violões e tocam tremendamente bem e por mais incrível que pareça, não atrapalham um ao outro muito pelo contrário, se ajudam e se complementam seja qual for a canção que estejam tocando. E neste vídeo, o quarteto 4-Tíssimo toca Tico-Tico no Fubá, a renomada música brasileira conhecida como composição de Zequinha Abreu que repercutiu no mundo todo. Até que um dia chegou aos ouvidos desses quatro violonistas russos malucos que resolveram fazer algo inexplicavelmente bom e com muito estilo. No vídeo, você pode ver que eles misturaram a música brasileira com a dança, mais o estilo, com muita técnica, do violão à dois. E é por isso que eu te apresento à eles, porque não há barreiras para quem realmente deseja tocar, se aprimorar e ficar realmente bom no violão. Se você tiver força de vontade, quem sabe algum dia você não monta o seu próprio quarteto de violões com seus amigos? Só depende de você, você não acha? Agora enquanto você continua tentando, dê uma olhadinha no vídeo acima!
Paul Galbraith
Vamos conhecer Paul Galbraith?
Em homenagem à um grande nome da música clássica, decidi pesquisar sobre Paul Galbraith, a quem particularmente tenho uma declarada paixão por sua música e maneira de tocar. Galbraith não tinha pais violonistas, mas vinha de uma linhagem de músicos.“Ouvíamos muita música clássica em casa.Com três ou quatro anos, eu já ficava praticamente hipnotizado por alguns discos dos meus pais”, lembra Galbraith. E desde então começou sua carreira como violonista por muitas da influências que já tinha adquirido desde sua infância. Morando no Brasil há algum tempo, o violonista foi um dos fundadores do aclamado Quarteto Brasileiro de Violões – ele saiu do grupo há um ano e meio. Galbraith também é conhecido pelas suas ótimas transcrições de outros instrumentos para o seu violão Brahms de oito cordas. E agora temos a entrevista com Galbraith onde ele conta tudo sobre sua trajetória com o violão, sobre sua peculiar forma de tocar e muito mais. Confira:
Em homenagem à um grande nome da música clássica, decidi pesquisar sobre Paul Galbraith, a quem particularmente tenho uma declarada paixão por sua música e maneira de tocar. Galbraith não tinha pais violonistas, mas vinha de uma linhagem de músicos.“Ouvíamos muita música clássica em casa.Com três ou quatro anos, eu já ficava praticamente hipnotizado por alguns discos dos meus pais”, lembra Galbraith. E desde então começou sua carreira como violonista por muitas da influências que já tinha adquirido desde sua infância. Morando no Brasil há algum tempo, o violonista foi um dos fundadores do aclamado Quarteto Brasileiro de Violões – ele saiu do grupo há um ano e meio. Galbraith também é conhecido pelas suas ótimas transcrições de outros instrumentos para o seu violão Brahms de oito cordas. E agora temos a entrevista com Galbraith onde ele conta tudo sobre sua trajetória com o violão, sobre sua peculiar forma de tocar e muito mais. Confira:
Francisco Tarrega
Francisco Tárrega, pianista, guitarrista e compositor espanhol, aluno de Julián Arcas, enriqueceu consideravelmente o repertório de guitarra. Além das suas composições fez numerosas transcrições para este instrumento. Foi professor de alunos que marcaram, eles próprios o seu tempo, como foram Miguel Llobet e Emílio Pujol.
Tárrega foi um importante violonista espanhol que revolucionou a composição para violão. Tárrega também teve suas habilidades musicais questionadas quando defendeu uma metodologia diferente da que era usada em sua época.
Segundo ele, o toque realizado pela mão direita no violão deveria ser feita num ângulo de 90º, e com a parte "macia" do dedo, ou seja, a unha não deveria ser utilizada. Tárrega justificava essa metodologia afirmando que o toque do dedo "nu" causava uma sensação de maior "controle emocional" e técnico da obra em execução.
"Gran Vals" talvez sua mais famosa música. Ela não é conhecida por muitas pessoas porém todos já ouviram um pedaço. Sendo que essa música se chama "Gran Vals" (Grande Valsa) e é o toque padrão da empresa de telefonia celular Nokia.
Tárrega foi um importante violonista espanhol que revolucionou a composição para violão. Tárrega também teve suas habilidades musicais questionadas quando defendeu uma metodologia diferente da que era usada em sua época.
Segundo ele, o toque realizado pela mão direita no violão deveria ser feita num ângulo de 90º, e com a parte "macia" do dedo, ou seja, a unha não deveria ser utilizada. Tárrega justificava essa metodologia afirmando que o toque do dedo "nu" causava uma sensação de maior "controle emocional" e técnico da obra em execução.
"Gran Vals" talvez sua mais famosa música. Ela não é conhecida por muitas pessoas porém todos já ouviram um pedaço. Sendo que essa música se chama "Gran Vals" (Grande Valsa) e é o toque padrão da empresa de telefonia celular Nokia.
Francisco de Asís Tárrega Eixea nasceu em Vila-real, em 21 de Novembro de 1852, em uma casa situada junto ao santuário de San Pascual Baylón. Seus pais, Francisco Tárrega Tirado, e sua mãe, Antonia Eixea Broch, trabalharam como caseiros para as Madres Clarissas.
Este ganhava a vida tocando violão, e sabia muito bem todos os truques para animar a generosidade do público, segredos que ensinou ao jovem Tárrega.
Em 1862, o famoso concertista Julián Arcas deu um concerto em Castellón e teve a oportunidade de escutar
o jovem Tárrega tocar. Ficou tão impressionado por sua habilidade que recomendou a seu pai que o enviasse a Barcelona para melhorar seus estudos musicais.
Deste modo, Tárrega mudou-se para Barcelona, mas logo abandonou a casa de seus familiares, onde residia e se uniu a um grupo de jovens músicos, tocando em tabernas e cafeterías para ganhar algum dinheiro, em lugar de assistir as aulas no conservatório.
Seu pai, sabendo disso, foi a Barcelona para trazer Tárrega de volta para casa. A situação econômica força Tárrega a contribuir no orçamento familiar, de maneira que realiza vários concertos em povoados vizinhos, consegue uma vaga como pianista em Casino de Burriana.
Durante este tempo, alterna seu trabalho de pianista com uma valente defesa do violão. Um rico homem de negócios, Antonio Canesa, custeia uma viagem de Tárrega a Madrid para melhorar seus conhecimentos no Conservatório Nacional de Música.
Quando chega ali, adquiri seu primeiro violão de qualidade, fabricada por Antonio Torres, de Sevilha,e que se converterá na sua preferida para sempre. E aqui está uma de suas obras: Recuerdos de la Alhambra, tocado por Narciso Yepes.
Este ganhava a vida tocando violão, e sabia muito bem todos os truques para animar a generosidade do público, segredos que ensinou ao jovem Tárrega.
Em 1862, o famoso concertista Julián Arcas deu um concerto em Castellón e teve a oportunidade de escutar
o jovem Tárrega tocar. Ficou tão impressionado por sua habilidade que recomendou a seu pai que o enviasse a Barcelona para melhorar seus estudos musicais.
Deste modo, Tárrega mudou-se para Barcelona, mas logo abandonou a casa de seus familiares, onde residia e se uniu a um grupo de jovens músicos, tocando em tabernas e cafeterías para ganhar algum dinheiro, em lugar de assistir as aulas no conservatório.
Seu pai, sabendo disso, foi a Barcelona para trazer Tárrega de volta para casa. A situação econômica força Tárrega a contribuir no orçamento familiar, de maneira que realiza vários concertos em povoados vizinhos, consegue uma vaga como pianista em Casino de Burriana.
Durante este tempo, alterna seu trabalho de pianista com uma valente defesa do violão. Um rico homem de negócios, Antonio Canesa, custeia uma viagem de Tárrega a Madrid para melhorar seus conhecimentos no Conservatório Nacional de Música.
Quando chega ali, adquiri seu primeiro violão de qualidade, fabricada por Antonio Torres, de Sevilha,e que se converterá na sua preferida para sempre. E aqui está uma de suas obras: Recuerdos de la Alhambra, tocado por Narciso Yepes.
Você tem coração para o violão?
Aqui
o compositor, arranjador, cantor e violonista João Alexandre dá uma dica de como o coração do
ser humano pode ser amigo ou bandido ao mesmo tempo. Assim, todos aqueles que
desejam aprender um instrumento para o oficio religioso devem ter em mente que
o fim deste aprendizado somente resulta em um único propósito: O de servir ao Criador!
O compositor alemão Johann
Sebastian Bach dedicava tudo que compunha ao grande Rei de toda a terra,
marcando suas partituras com as iniciais "SDG", isto é, Somente a
Deus Glória! Já tecnicamente falando, o João destas cordas bem dedilhadas neste
vídeo abaixo nos mostra que o jazz aliado a batida pop com uma mescla de MPB
pode dar um resultado charmoso a esta poesia que vai direto ao coração!
Kazuhito Yamashita
Kazuhito Yamashita é um violonista japonês. Gravou inúmeras peças do repertório para violão solo, duo, acompanhado de conjuntos e orquestras, e transcreveu varias peças de suas formações instrumentais originais para violão.
O japonês Kazuhito Yamashita, começou a estudar violão aos oito anos de idade com seu pai, Toru Yamashita. Em 1972, onze anos, idade, ele ganhou a Kyushu Guitar Competition. Quatro anos depois, ele recebeu o primeiro prêmio no All Japan Guitar Competition.
O fato mais intrigante ao longo de ver Yamashita tocando, deve vir do fato dele ser um asiático, porque ele tem tão intensa e extrema facilidade de tocar rápido que você quase não vê os dedos se movendo... É brincadeira, mas é muito impressionante a agilidade do violonista em desenvolver todos os acordes de forma tão perfeita, e com tanta agilidade - coisa de asiático não é?
Dê uma olhada na tamanha genialidade e agilidade de Yamashita para com o violão:
Ana Vidovic Bio
Ana Vidovic continua ampliando seu repertório e cativa audiências ao redor do mundo com sua turnê mundial na temporada de 2010-11.
Ela também ganhou um impressionante número de prémios e concursos internacionais, incluindo primeiros premios nos Concurso Internacional de Albert Augustine em Bath, Inglaterra, Fernando Sor em Roma, Itália e o concurso Francisco Tarrega em Benicasim, Espanha. Outros prêmios incluem o Concurso da Eurovision para Jovens Artistas, o concurso Mauro Giuliani na Itália, Printemps de la Guitare, na Bélgica e o Concert Artists International Auditions em Nova York. Na Croácia, a violonista já tocou com os Solistas de Zagreb e da Orquestra Filarmônica de Zagreb e com a Orquestra Sinfônica da Rádio e Televisão Croata, onde foi retratada em três documentários para a televisão pelo eminente croata Petar Krelja o diretor de cinema.
Ana Vidovic vem da pequena cidade de Karlovac perto de Zagreb, na Croácia, e começou a tocar violão aos 5 anos de idade, e aos 7 já havia conquistado primeiro lugar. Aos 11, ela se apresentou internacionalmente, e aos 13 tornou-se a mais jovem estudante a freqüentar a Academia Nacional de prestígio Musical em Zagreb, onde estudou com o professor Istvan Romer. Sua reputação na Europa a levou a um convite para estudar com Manuel Barrueco no Peabody Conservatory, onde se formou em 2005.Curta abaixo o vídeo em que ela toca divinamente a "Cavatina" de Stanley Myers, música composta especialmente para a trilha sonora do filme "Deer Hunter" (O Franco Atirador) interpretada por John Williams, com Robert De Niro e grande elenco.
DOM X TÉCNICA
Já neste outro vídeo temos um cara que tem técnica e dom incontestáveis. Ele os usa para criar músicas com arranjos bem diferentes. O melhor é ver todos os acordes serem feitos extremamente bem, como se fossem tradicionalmente tocados. Agora, se você não tem o dom como esses dois... Bom, é melhor se matricular aqui! J
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