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Luiz Bonfá

Luiz Floriano Bonfá nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1922 e faleceu em 12 de janeiro de 2003 na mesma cidade. Bonfá foi um dos grandes ícones do movimento da Bossa Nova nas décadas de 1950 e 1950 e um excelente compositor. Sua canção de maior sucesso é Manhã de Carnaval, que fez parte da trilha sonora do filme Orfeu Negro e que já foi regravada centenas de vezes. O que muita gente não sabe é que Bonfá também é o autor de outros numerosos sucessos, como "Almost in Love", que foi gravada por Elvis Presley.

Hélio Delmiro

Hélio Delmiro nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Ele é conhecido, influente e altamente respeitado dentre os violonistas populares no Brasil e no mundo, embora o grande público ainda não pareça reconhecê-lo como deveria. Hélio começou a tocar violão aos 5 anos e a tocar profissional por volta dos 14. Ele é um músico que influenciou outros violonistas como Guinga e Marco Pereira, apenas para dar alguns exemplos.

Baden Powell

Baden Powell de Aquino nasceu em Varre-e-Sai, em 6 de agosto de 1937 e faleceu no Rio de Janeiro em 26 de setembro de 2000. Seu pai era um grande entusiasta do escotismo e deu ao filho o nome em homenagem ao Barão inglês Robert Baden-Powell. Sua família se mudou para o Rio de Janeiro quando ele tinha apenas 3 anos e Baden começou a estudar violão clássico desde cedo. Ele estudou com Meira (Jayme Florence) e logo se revelou um prodígio no instrumento.

O que Baden fez pelo violão brasileiro não tem preço. Ele trabalhou apaixonadamente por mais de 40 anos e viveu na França e na Alemanha por muito tempo. Seu estilo agressivo e único de tocar influenciou dezenas de outros violonistas e sua influência continua se fazendo presente mesmo entre as gerações mais novas.

Baden era excelente como instrumentista, compositor e arranjador. Algumas de suas músicas ganharam letras escritas por poetas famosos como Vinícius de Moraes e Billy Blanco e se tornaram sucessos imortais, como Samba Triste, Berimbau e Samba em Prelúdio, as quais continuam sendo gravadas por muitos cantores e violonistas de hoje.

Em relação a sua musicalidade e técnica, um dos aspectos mais interessantes de notar é a forma como ele costumava tocar melodias em acordes. A maioria dos violonistas costuma tocar a melodia em uma ou duas cordas, mas Baden fazia o violão cantar com acordes cheios. Como algumas passagens era muito velozes, ele não usava a fórmula tradicional p-i-m-a para puxar as cordas. Em vez disso, ele tocava as primas apenas com os dedos i-m e o polegar respondia pelos baixos. Às vezes ele também usava apenas o dedo anular puxando as primas pra cima, algo parecido com um rasgueado. É muito mais fácil entender visualizando. Abaixo segue um vídeo que foi gravado nos anos 60, onde ele toca a sua composição Samba Triste:


O Renascimento e a Música


Num breve destaque às principais características e transformações da música na Renascença, primeiramente se pode dizer que foi uma era em que se desenvolveu e se valorizou extremamente a polifonia vocal, já que a grande maioria da música deste período foi composta pensando em vozes independentes organizadas verticalmente por regras de consonância e dissonância, regras de contraponto, e a própria polifonia erudita - escrita e teórica - se desenvolveu a partir do canto (organum). Além disso, o pensamento dessa época foi extremamente influenciado pela filosofia clássica que valorizava muito a união entre música e palavra - o canto.

A polifonia existia desde a Idade média. No entanto, no século XIV surge um novo estilo de composição na França, a Ars Nova, caracterizado por seus ritmos e inflexões melódicas complexos e pela preferência ao uso dos intervalos de terças e sextas (consonâncias imperfeitas) em tempos fortes e movimentos paralelos. Percebese na música francesa e italiana um sentido harmônico, principalmente na prática da música ficta, em que algumas notas eram alteradas para modificar o caráter de certos intervalos em cadências e tratamento do trítono, por exemplo.

No século XV, uma técnica de composição inglesa afeta toda a composição, é chamada de fauxbourdon. Esta era uma composição a duas vozes que evoluíam em sextas intercaladas com oitavas, às quais eram acrescentadas uma terceira voz que movia-se uma quarta abaixo da voz soprano. Deste modo, propunha uma sonoridade homofônica dando ênfase à voz aguda.

O século XVI é marcado por influências do pensamento clássico na música, que concebe a música como força que educa e incita as paixões do homem, além de dar extremo valor às palavras que a compõem, uma vez que música e poesia era uma coisa só. Sendo assim, os compositores passam a se preocupar com a adaptação da música ao texto e utilizam para isto, modos que correspondem e expressão diversos estados de espírito.

No início desse mesmo século, a música impressa surge como atividade comercial e, em todo o período, a música instrumental adquire maior importância. Os instrumentos de corda dedilhada foram muito apreciados na Renascença e participavam ativamente no repertório musical da época. Dentre os vários instrumentos da época, dois foram muito populares: o alaúde e a vihuela.

Paulinho Nogueira

A história do violonista Paulinho Nogueira começa em Campinas, interior de São Paulo. Aos 10 anos, aprendeu a tocar violão com o pai, nas rodas de cantoria que aconteciam em sua casa. Uma das primeiras músicas de que se lembra de ter aprendido a tocar foi Bispo de Rosas, de Canhoto.

Anos depois, durante a juventude, veio a São Paulo para ser desenhista, mas nunca abandonou a vontade de viver de música. "Felizmente essa carreira não deu certo, senão ate hoje estaria mexendo com desenho". Até que um de seus irmãos conseguiu que ele começasse a tocar numa boate no centro de São Paulo. "Achei que fosse um emprego provisório, mas acabei gostando daquilo." Depois, passou a se apresentar no Bar Michel, famoso entre os artistas da época, cantando nos mesmos palcos que Ângela Maria, Johnny Alf, Dorival Caymmi...

Paulinho NogueiraPaulinho se lembra que quando uma de suas grandes influências foi Anibal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto.

De 1960 (quando gravou seu primeiro disco, A Voz do Violão) são 26 LPs, seis CDs, turnês no mundo inteiro - incluindo uma viagem a Cuba em 1979 com artistas brasileiros, a convite de ninguém menos que Chico Buarque.

O violonista passou a ficar conhecido quando gravou seus primeiros discos. "Mas o que impulsionou minha carreira mesmo foi a Bossa Nova. O movimento dava muito força para a música instrumental e eu já tocava muito, fazia solos... Quando surgiu o programa O Fino da Bossa, comecei a aparecer e todo ano gravava um disco, com músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Roberto Menescal...", recorda.


Paulinho NogueiraHoje, aos 71 anos, Paulinho Nogueira, já virou verbete, definição de violonista genial: deitou modernidade no violão quando a bossa-nova estava no auge, fez sucesso como compositor e cantor (sua canção Menina estourou nos anos 70), dividiu o palco com outros bambas, mas intuiu que teria um papel ainda mais importante nos bastidores. Tornou-se um disputadíssimo professor de violão, criou um método de harmonia. Em 69, desenhou a craviola (instrumento de doze cordas, que acabou exportado para os EUA e a Europa) e foi mestre de um sem-número de músicos, entre eles, um futuro parceiro de disco: Toquinho.

Hoje, quase quatro décadas de sua estréia no vinil, Paulinho Nogueira lança Chico Buarque - Primeiras Composições, desta vez em homenagem a um dos maiores compositores brasileiros. Dê uma olhada na genialidade do violonista no vídeo abaixo tocando um samba em Prelúdio:

Canhoto da Paraíba

Francisco Soares de Araújo, cujo nome artístico é Canhoto da Paraíba, nasceu em 1927 (embora só tenha sido registrado em 1928) na pequena cidade de Princesa Isabel, interior da Paraíba. Canhoto da Paraíba é um dos três raros casos de violonistas e virtuoses brasileiros que tocam violão canhoto sem inverter as cordas.

Ele nasceu numa família musical e o violão era tocado por seu pai e compartilhado com outros membros da família. Canhoto sempre se interessou em tocar, mas não conseguia fazê-lo como se fosse destro e nem podia trocar as cordas, de maneira que acabou aprendendo sozinho e desenvolvendo sua própria técnica.

Músico muito talentoso, começou a criar suas próprias composições ainda novo, e valsas e choros eram seus estilos preferidos. Quando Canhoto Paraíba se mudou para o Rio de Janeiro, todos ficaram assombrados com sua técnica e a qualidade das suas composições. Seus choros têm um sabor nordestino e suas idéias harmônicas eram deveras interessantes e incomuns naquela época.

Infelizmente, Canhoto parou de tocar e compor devido a um derrame que o deixou parcialmente paralisado e comprometeu sua capacidade de tocar o instrumento.

Abaixo é possível ver um raro vídeo do próprio Canhoto tocando sua composição "Todo Cuidado é Pouco", que foi feita nos anos 50 e mostra uma linguagem harmônica incomum para a época e lembra o estilo de Garoto.

Mais alguns exemplos:

Mulher Rendeira (Zé do Norte) - Aqui Canhoto aparece como arranjador. Trata-se uma gravação ao vivo e que mostra bastante também da sua capacidade de improvisação ao tocar em grupos de choro, mas o trecho vai mostrar apenas a introdução no violão solo.
Pisando em Brasa (Canhoto da Paraíba) - É uma música que inicia com um tema muito simples e cria o "clima" para os músicos improvisarem em cima. mas também mostra alguns blocos de acordes que tornam a música bastante interessante.
Com Mais de Mil (Canhoto da Paraíba) - Tocada por Raphael Rabello, é um choro que alterna seqüências fluentes de harpejos com paradas bruscas.
Tua Imagem (Canhoto da Paraíba) - Uma valsa inspirada e sensível, aqui na interpretação de Marco Pereira.


José Rastelli

Violonista de linguagem musical única e elogiada. É assim que José Rastelli, 75 anos, é considerado pelos colegas que, como ele, têm o instrumento como paixão. Modesto, o músico, nascido em Araraquara e morador de Rio Preto, prefere dispensar os elogios. “Violão não tem hierarquia. Às vezes, um violonista toca bem uma música que o outro não toca tão bem e vice-versa.”

Atualmente, Rastelli sente-se à vontade apenas tocando violão num quarto de sua casa. Mas não foi sempre assim. Por muitos anos, ele esteve sobre o palco. Só na Orquestra Sinfônica de Campinas foram 11 anos de trabalho, iniciados na década de 1970.

Apesar da carreira expoente entre os anos 1960 e final dos 1980, Rastelli nem sempre é lembrado como nome importante da música na cidade onde mora. Reflexo da desatenção brasileira aos talentos e também pela opção de viver quieto em seu canto. Ele gosta mesmo é de tocar e não precisa de palco para isso. No mês passado, saiu de casa e participou de uma apresentação em Rio Preto com músicos como o violonista Welson Tremura e o maestro Paulo de Tarso.

A inserção de Rastelli na música mistura predestinação e relutância. O pai dele era fabricante de violino e violão. “Ele fazia instrumentos e tocava um pouco. O sonho dele era que eu estudasse música”, conta. Rastelli começou a estudar violino por volta dos 10 anos. “Na época, já tocava violão de ouvido, e mal, é lógico.”

Mais tarde, na adolescência, tentava encontrar emprego, mas o pai queria que o filho se dedicasse à música. “Eu arrumava um serviço e ele me tirava.” Mas não era só o pai do menino que acreditava no talento dele. “Estava trabalhando em uma casa de ferragens havia pouco tempo e fui chamado para fazer uma apresentação de violino. No dia seguinte, no emprego, o patrão comentou da apresentação e perguntou se era algum parente meu que estava tocando. Respondi que era eu. Então ele me pagou e disse ‘vai tocar violino’.”

Nessa época, ele morava em Catanduva. Só mais tarde viria para Rio Preto. O pai de Rastelli, que levava o menino onde tivesse um maestro, veio com o garoto para a cidade, onde ele se juntou a músicos adultos que formavam uma orquestra de amadores.

Rastelli formou-se em violino, mas sua paixão continuava sendo o violão. Em 1973, mostrou sua destreza no instrumento em um programa de TV apresentado por Hebe Camargo. Lá, apresentou “Rapsódia Húngara nº2”, de Franz Liszt. “Eu estudei a peça e a tirava por trechos.” A apresentação de aproximadamente dez minutos surpreendeu tanto na qualidade quanto no tempo. Como na televisão dez minutos são considerados uma eternidade, assim que terminou de tocar, Rastelli teve de sair correndo, não pôde nem se despedir de Hebe.

Quando foi para a Orquestra em Campinas, no final dos anos 1970, começou tocando viola de gamba, instrumento tocada com arco. “É um instrumento semelhante ao violino, mas um pouco maior e com um som mais grave. Estudei uns três meses, entrei na orquestra e lá fiquei 11 anos.”

Do mesmo modo que o violão é onde Rastelli sente-se confortável, o mesmo acontece com a música erudita, sua preferida. Mas isso não impediu que ele tocasse o repertório popular. “Do popular, toco a velha guarda, toco tango, bossas. Também toquei em orquestra de baile bolero, samba.”

Ao longo de sua carreira, o violonista gravou seis discos, na época do vinil, e outros três CDs. Ao todo, Rastelli tem 12 músicas próprias. Entre seus compositores preferidos estão Beethoven e Chopin. Este último, aliás, fez a obra que ele mais gosta - “Fantasia-Improviso”. “Sou apaixonado por ela. Ouvi em um filme sobre a vida de Chopin quando ainda era moleque e pensei: vou ter de tocar isso um dia.” E continua: “Foi a vida inteira de estudo para chegar a isso.” Para quem ouve é difícil acreditar que a sonoridade alcançada por Rastelli sai apenas de um violão.

Em 1987, o violonista se aposentou e abandonou a maratona de ensaios de cinco horas diárias na orquestra. Mas não se afastou do violão. Continuou fazendo concertos pelo Estado.

Hoje, são poucas as apresentações. Rastelli segue orientação médica para descansar ao máximo a mão direita, por conta de uma tendinite (inflamação no tendão por esforço repetitivo), resultado de anos de trabalho. Mas se ele consegue ficar longe de seu instrumento é outra história. Quem o conhece bem sabe que ele passa o dia inteiro com o violão. “Forço mais a outra mão e deixo a direita quieta.” Declaração difícil de ser levada a sério por quem já o ouviu e o viu tocar.

E se Rastelli já não se apresenta com a frequência de antes, há outras formas de perpetuá-lo. “Eu acho que as composições dele ainda vão encontrar um público e serão tocadas por outros violonistas”, diz o violonista Fábio Zanon.
Fábio Zanon: ‘A técnica dele (Rastelli) é limpa, sua musicalidade é simples e comovente’
Músico ainda é referência para violonistas

Dentre os músicos que José Rastelli admira está Fábio Zanon, um dos mais respeitados violonistas do País. E a consideração é mútua. A primeira vez que Zanon ouviu Rastelli foi em 1978, aos 12 anos, em Jundiaí. Na época, o menino Zanon tocava um pouco de violão, mas não conhecia alguém que dominasse o repertório clássico no instrumento. Foi o pai de um amigo que apresentou um LP de Rastelli a Zanon. “Ele me trouxe um LP que tinha um repertório híbrido, com peças clássicas, temas de filmes, arranjos de temas mais populares. Mas era tudo tocado de um jeito que eu nunca tinha ouvido até então.”

A ocasião marcou também o interesse de Zanon por Villa-Lobos, já que no disco havia uma gravação do “Prelúdio nº1”, do compositor brasileiro. “Eu fiquei fascinado com a amplitude daquela música. Não imaginava que o violão pudesse fazer uma coisa dessas.”

Zanon conta que mais tarde se deu conta da importância de Rastelli, músico que se destacou mesmo dentro de uma geração de grandes nomes do violão. Ele explica que nos anos 1950 e 1960 surgiram importantes violonistas no Brasil, tanto no âmbito clássico quanto no popular, e cita nomes como Geraldo Ribeiro, Turíbio Santos e Barbosa Lima. Ainda segundo Zanon, a bossa nova causou uma “explosão” de violão no País e nesse período atuaram Laurindo Almeida, Luís Bonfá.

Mais tarde, surgiram Toquinho e Baden Powell. Em um período que os violonistas famosos se concentravam em São Paulo e no Rio de Janeiro, Rastelli levava música ao interior paulista, misturando obras clássicas, composições próprias, arranjos de tango, choros e músicas latinas. “A técnica dele é limpa, a musicalidade é perfeita, simples e comovente.”

Rastelli é influência também para músicos de Rio Preto. Para o violonista Welson Tremura, rio-pretense professor da University of Florida, Rastelli é uma referência de como trabalhar a música em um contexto criativo. “Ele criou uma forma de interpretar canções, harmonizar melodias e misturar com muito bom gosto o erudito ao popular, mas com sotaque do interior.”

Para o violonista João Kouyoumdjian, que concluiu mestrado este ano na Julliard School, em Nova York, José Rastelli o influenciou na relação com a plateia. “O jeito pouco ortodoxo/acadêmico de sua performance, mas extremamente eficaz no palco, é um talento típico de artistas imortais como Vladimir Horowitz, Alfred Cortot, e Andres Segovia. Tem a ver com a apropriacao da obra de arte em um nível muito pessoal. O público sente o pulso de Rastelli.” 


TOQUINHO

Antonio Pecci Filho nasceu em 6 julho de 1946, na cidade de São Paulo. Apelidado de “Toquinho” pela mãe, ganhou um apelido que o acompanharia durante toda sua vida artística. Interessado pelo violão, começou a tomar aulas desde os primeiros anos de sua adolescência. Aprendiz do violonista Paulinho Nogueira, acumulou conhecimento para o solo e acompanhamento, depois de buscar outras influências como de Oscar Castro Neves, Isaias Sávio e Léo Peracchi.

Consolidando admirável experiência técnica, começou a se apresentar em colégios, faculdades e clubes. No período em que deu os primeiros passos de sua carreira profissional, não sabia que conviveria com uma safra de grandes cantores, instrumentistas e intérpretes. Entre seus colegas de profissão estavam Elis Regina, Marcos Valle, Zimbo Trio, Tayguara e Chico Buarque. Em uma época de grande efervescência cultural, Toquinho participou de diversos espetáculos e peças musicais.

Nos primeiros projetos conheceu o letrista Chico Buarque, que foi o primeiro a colocar uma letra em um de seus arranjos. Dessa união surgiu a música “Lua Cheia”, que foi registrada no disco “Chico Buarque – Volume 2”. No ano de 1966, abriu espaço para a divulgação de seu trabalho instrumental com a gravação do LP “O violão de Toquinho”. Aproveitando a visibilidade da época, Toquinho se apresentou em programas de TV e participou dos famosos festivais de canção popular produzidos pela TV Record.

No ano de 1969, fez uma turnê pela Itália em parceria com Chico Buarque. O sucesso de suas apresentações lhe propiciou a gravação do disco “La Vita, Amico, É L'Arte Dell'Incontro”. Nesta obra revisitou as obras do poeta Vinicius de Moraes, que teve seus poemas musicados e gravados por artistas italianos como Giuseppe Ungaretti e Sergio Endrigo. A homenagem atraiu a atenção do próprio Vinicius de Moraes, que o convidou para uma temporada de shows na Argentina ao lado da cantora Maria Creuza.

A partir de então, o dueto Toquinho e Vinicius empreendeu uma extensa parceria que marcou a trajetória da música brasileira. A parceria rendeu discos e temporadas de shows memoráveis entre os especialistas e críticos de arte da época. No ano de 1979, o show “Dez anos de Toquinho e Vinicius” celebrou a amizade e intercâmbio musical desses artistas. Ao longo da década de 1980, alcançou notório prestígio musical, tendo sua arte reconhecida internacionalmente. Nessa mesma década participou do afamado Festival de Montreux.

No ano de 1983, Toquinho passou a explorar uma nova vertente em sua trajetória musical. O disco “Casa dos Brinquedos” inovou esteticamente por tratar única e exclusivamente do universo infantil. Três anos mais tarde, produziu um disco de 10 faixas que tematizou a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Desde então, as crianças ganharam grande prestígio em seu trabalho musical. Nos últimos anos, Toquinho conseguiu consolidar uma carreira estável marcada por diversos projetos de prestígio. Ainda hoje, ele é referência para novos intérpretes e instrumentistas que iniciam sua carreira musical. 



Andres Segovia

Andres Segovia Andres Segovia foi um violonista clássico espanhol. Um dois mais importantes instrumentistas do século XX, é responsável pela revalorização do violão nos concertos eruditos. Seu virtuosismo estimulou compositores contemporâneos como Alfredo Casella, Castelnuovo-Tedesco, Joaquín Turina e Heitor Villa-Lobos a criar obras especialmente para o instrumento.
Nascido na cidade de Linares, Andaluzia, Andrés Segovia estuda piano e violoncelo desde a infância, mas logo se interessa pelo violão, apesar do desprezo com o qual o instrumento era visto na época. As dificuldades para encontrar professores obrigam-no a desenvolver técnica própria, de maneira autodidata e intuitiva. 

Em 1909 apresenta-se em público pela primeira vez, em Granada, e viaja em seguida pela Espanha e pela América Latina. Já consagrado nesses locais, estréia profissionalmente em Paris, em 1924. Durante sua carreira, amplia o repertório e as possibilidades expressivas do violão, mediante a transcrição para este instrumento de mais de 150 peças de compositores barrocos - em especial Bach, Couperin e Lameau -, escritas originalmente para alaúde, guitarra espanhola e cravo. Morre em Madri.  Abaixo temos Adre Segovia o Prelúdio nº 1 de Villa-Lobos.

Duo Siqueira Lima

O trabalho do Duo Siqueira Lima está atraindo a atenção de músicos e críticos no Brasil e no exterior. Bebendo diretamente na fonte latino-americana, a uruguaia Cecília Siqueira e o brasileiro Fernando Lima se sobressaem em função especialmente da originalidade que imprimem ao repertório, desde a escolha das obras até a forma de execução. Seu mais recente album discográfico Um a Um, foi lançado na Europa e nos Estados Unidos pelo selo Belga GHA Records e vem recebendo excelentes críticas de publicações especializadas.

O primeiro encontro foi marcado por um acontecimento histórico em suas carreiras. Eles se conheceram num concurso internacional de violão que se realizou no ano de 2001 em Caxias do Sul –RG. Entre todos os participantes, que vinham de vários paises, Cecília e Fernando dividiram o primeiro lugar. Este fato foi de total importância para o início de uma carreira internacional e para a formação do duo Siqueira Lima.

Em 2002, quando ainda se dedicavam a suas carreiras individuais, se interessaram em gravar algumas peças juntos, foi quando fizeram o CD “Tudo ConCorda”, com solos e duo. Desde a estréia, o casal colheu numerosas críticas favoráveis, e teve como incentivador e orientador o renomado professor Henrique Pinto.

O duo consolidou-se em 2006, com a gravação do CD “Lado a Lado” que inaugurou o nome oficial de Duo Siqueira-Lima. Este disco revelou a principal tendência musical do duo, a música brasileira. Eles estrearam um repertório totalmente inédito e inovador para a formação de duo de violões, passando por uma variedade de compositores de primeira grandeza da nossa música popular brasileira.
 
Desde de então eles vêm se apresentando por várias partes do mundo, sendo aclamado como uma revelação musical de sua geração.

A carreira internacional se estende por toda Europa, da Espanha a Rússia, da Irlanda a Ucrânia. Suas turnês européias inclui concertos em eminentes teatros e festivais como o Festival Internacional de Guitare de Paris (França), Palácio Kongresowa (Varsóvia-Polônia); International Musical Festival (Kaluga-Rússia); Jazz Festival (São Petersburgo-Rússia), Festival de Guitare de Lausanne (Lausanne-Suíça), Festival Guitares du Monde (Perpignan – França), National Concert Hall e Festival of World Cultures,(Dublin-Irlanda), Palazzina Liberty (Milão-Itália), Sala Tchaikovsky (Gomel–Bielorússia), CasteloËsterhaze (Fertod-Hungria), entre outros.
Além do entrosamento a dois, realizaram um grande Show ao lado do lendário clarinetista Paulo Moura – maestro e figura marcante na música brasileira. Este projeto realizou-se no teatro do SESC Vila Mariana na cidade de São Paulo, na série “Encontros”, e teve como tema a obra de Radamés Gnattali e Astor Piazzolla.

O Duo também vem sendo solicitado com frequencia à se apresentar com orquestras sinfônicas e a ministrar palestras e Master Classes em diversas universidades dos Estados Unidos, como Brazilian Music Institute – University of Florida (Gainesville – Flórida) e SMU Meadows School of Arts (Fort Worth-Texas).
E abaixo temos o Duo tocando juntos à quatro braços com um violão, Tico-Tico no Fubá, no Programa do Jô. Aproveitem, curtam e inspirem-se:


O Violão Já Está Criando Poeira?




      Enquanto passa o seu tempo livre, você se pergunta: "O que eu faço no meio desse tédio?" Você nunca pensou em praticar um instrumento que você muitas vezes deixa parado no canto do seu quarto?
      Se você o deixa lá, com certeza, não vai ficar craque nele, não é? Mas, se você estiver disposto a isso, temos um recurso maravilhoso chamado internet com o qual podemos achar diversas formas de se aprender. Pena que essa não seja a visão de muitos internautas online por ai. A primeira coisa que você deve fazer é clicar aqui, e você será enviado a um mondo de vídeo-aulas das músicas que você mais gosta, independentemente do gênero onde você acha tudo.
      Para não deixar a sua velha "viola" parada naquele canto que já esta criando poeira, divirta-se aprendendo, nem que seja bem pouco, algumas das suas músicas preferidas.
      Como já havíamos postado sobre o Cifra Club, vocês devem ter percebido que gostamos muito do site. É óbvio! Com um site que nos fornece tanta informação e educação a respeito de instrumentos, claro que méritos a ele não vão faltar.
       Portanto, e essa é nossa dica pessoal. Aproveitem enquanto ainda há tempo e lembre-se de nós e das nossas dicas quando vocês virarem violonistas famosos! Méritos a H.T Violões, gente!
      Gostaram? Então, demorou para começar já a treinar e mandar ver! Se você não tem essa capacidades autodidata, não tem problema. É só você falar conosco, pelo nosso e-mail: escoladeviolaoht@hotmail.com
       Você aprende a tocar bem de forma simples.


JASON MRAZ - I WON'T GIVE UP (Cifra)

      Uma nova música de Jason Mraz, chamada I Won't Give Up, saiu com clipe e cifra. Ela tem uma melodia muito calma e bonita no violão, como uma canção de um apaixonado. A maioria das músicas de Jason Mraz tem esse estilo e pegada no violão, o que é legal. Quem quiser encantar alguém com as românticas músicas do cantor não precisa de nenhum instrumento diferente. O violão basta para que as músicas dele sejam belas e bem compostas.


O cantor Jason Mraz lançou seu último álbum há dois anos e ficou algum tempo se dedicando a conhecer o mundo antes de começar o novo trabalho que sairá este ano com todo o estilo do cantor mais as novas experiências que teve durante esse tempo. E se quiser aprender a mais nova música, clique aqui para ver a cifra.


Paul Galbraith

Vamos conhecer Paul Galbraith?
Em homenagem à um grande nome da música clássica, decidi pesquisar sobre Paul Galbraith, a quem particularmente tenho uma declarada paixão por sua música e maneira de tocar. Galbraith não tinha pais violonistas, mas vinha de uma linhagem de músicos.“Ouvíamos muita música clássica em casa.Com três ou quatro anos, eu já ficava praticamente hipnotizado por alguns discos dos meus pais”, lembra Galbraith. E desde então começou sua carreira como violonista por muitas da influências que já tinha adquirido desde sua infância. Morando no Brasil há algum tempo, o violonista foi um dos fundadores do aclamado Quarteto Brasileiro de Violões – ele saiu do grupo há um ano e meio. Galbraith também é conhecido pelas suas ótimas transcrições de outros instrumentos para o seu violão Brahms de oito cordas. E agora temos a entrevista com Galbraith onde ele conta tudo sobre sua trajetória com o violão, sobre sua peculiar forma de tocar e muito mais. Confira:

BANJO VS VIOLÃO


Não dei muito crédito quando vi o começo desse vídeo, mas ao longo dele me interessei por saber mais sobre o garotinho estranho imitando tudo o que o homem reproduzia no violão... Minutos depois ele ainda estava só repetindo o que o violonista tocava. Mas se você pensa que ficou por isso, está muito enganado. O estranho garoto dá é um show no banjo e mostra  que ele é mais do que ótimo, e, é claro, todos ficam abismados e contagiados pelo som tão dançante que o banjo e o violão tiram juntos depois de muita "enrolação".

Kazuhito Yamashita

Kazuhito Yamashita é um violonista japonês. Gravou inúmeras peças do repertório para violão solo, duo, acompanhado de conjuntos e orquestras, e transcreveu varias peças de suas formações instrumentais originais para violão.
O japonês Kazuhito Yamashita, começou a estudar violão aos oito anos de idade com seu pai, Toru Yamashita. Em 1972, onze anos, idade, ele ganhou a Kyushu Guitar Competition. Quatro anos depois, ele recebeu o primeiro prêmio no All Japan Guitar Competition.
O fato mais intrigante ao longo de ver Yamashita tocando, deve vir do fato dele ser um asiático, porque ele tem tão intensa e extrema facilidade de tocar rápido que você quase não vê os dedos se movendo... É brincadeira, mas é muito impressionante a agilidade do violonista em desenvolver todos os acordes de forma tão perfeita, e com tanta agilidade - coisa de asiático não é?
Dê uma olhada na tamanha genialidade e agilidade de Yamashita para com o violão:


CRIANÇAS NO VIOLÃO


Quando vemos algum vídeo com um cover nós sempre temos a nossa humilde avaliação do que é bom ou ruim. Mas quando uma criança de menos de 8 anos faz um cover super fofo de uma música que está no auge das paradas, a gente acaba recusando dizer se é bom ou não, e acaba classificando como fofo ou fofíssimo. Esse japinha aqui tem talento. Ele "canta" e toca I'm Yours de Jason Mraz. Toca alguns acordes no ukulele mas cantar que é bom, é difícil... Quer tentar entender a letra e a língua que ele esta cantando? (:

AINDA BEM - MARISA MONTE (CIFRA)



      A mais nova música da dona de uma belíssima voz, a cantora Marisa Monte, acabou de sair. E para a nossa sorte já temos as cifras, graças ao Cifra Club, um dos nossos preferidos. A nova música tem uma pegada latino-mexicana que deixa aquele toque do violão, acompanhado com o trompete, com um ar bem gostoso de ouvir.. O acompanhamento da voz doce e suave de Marisa Monte deixar qualquer música muito bonita. Não só a música, mas o clipe dela já foi lançado. O mais curioso do clipe é que ele conta com a participação do lutador Anderson Silva. Mas porque ele? Marisa explica que gostaria muito de alguém que gostasse muito de dançar, assim como ela, mas que não fosse dançarino profissional. Foi aí que lembrou de Anderson. "Eu tinha visto sua sensacional entrada tipo 'Michael Jackson' numa luta algum tempo atrás. Fiquei fascinada pelo fato dele ser 'The Champion' e ter dança nos pés e os contrastes que isso sugere: força e delicadeza, peso e leveza", explicou. E ficou bem legal!
Clique aqui para acessar à cifra da música.