Vamos conhecer Paul Galbraith?
Em homenagem à um grande nome da música clássica, decidi pesquisar sobre Paul Galbraith, a quem particularmente tenho uma declarada paixão por sua música e maneira de tocar. Galbraith não tinha pais violonistas, mas vinha de uma linhagem de músicos.“Ouvíamos muita música clássica em casa.Com três ou quatro anos, eu já ficava praticamente hipnotizado por alguns discos dos meus pais”, lembra Galbraith. E desde então começou sua carreira como violonista por muitas da influências que já tinha adquirido desde sua infância. Morando no Brasil há algum tempo, o violonista foi um dos fundadores do aclamado Quarteto Brasileiro de Violões – ele saiu do grupo há um ano e meio. Galbraith também é conhecido pelas suas ótimas transcrições de outros instrumentos para o seu violão Brahms de oito cordas. E agora temos a entrevista com Galbraith onde ele conta tudo sobre sua trajetória com o violão, sobre sua peculiar forma de tocar e muito mais. Confira:
Francisco Tarrega
Francisco Tárrega, pianista, guitarrista e compositor espanhol, aluno de Julián Arcas, enriqueceu consideravelmente o repertório de guitarra. Além das suas composições fez numerosas transcrições para este instrumento. Foi professor de alunos que marcaram, eles próprios o seu tempo, como foram Miguel Llobet e Emílio Pujol.
Tárrega foi um importante violonista espanhol que revolucionou a composição para violão. Tárrega também teve suas habilidades musicais questionadas quando defendeu uma metodologia diferente da que era usada em sua época.
Segundo ele, o toque realizado pela mão direita no violão deveria ser feita num ângulo de 90º, e com a parte "macia" do dedo, ou seja, a unha não deveria ser utilizada. Tárrega justificava essa metodologia afirmando que o toque do dedo "nu" causava uma sensação de maior "controle emocional" e técnico da obra em execução.
"Gran Vals" talvez sua mais famosa música. Ela não é conhecida por muitas pessoas porém todos já ouviram um pedaço. Sendo que essa música se chama "Gran Vals" (Grande Valsa) e é o toque padrão da empresa de telefonia celular Nokia.
Tárrega foi um importante violonista espanhol que revolucionou a composição para violão. Tárrega também teve suas habilidades musicais questionadas quando defendeu uma metodologia diferente da que era usada em sua época.
Segundo ele, o toque realizado pela mão direita no violão deveria ser feita num ângulo de 90º, e com a parte "macia" do dedo, ou seja, a unha não deveria ser utilizada. Tárrega justificava essa metodologia afirmando que o toque do dedo "nu" causava uma sensação de maior "controle emocional" e técnico da obra em execução.
"Gran Vals" talvez sua mais famosa música. Ela não é conhecida por muitas pessoas porém todos já ouviram um pedaço. Sendo que essa música se chama "Gran Vals" (Grande Valsa) e é o toque padrão da empresa de telefonia celular Nokia.
Francisco de Asís Tárrega Eixea nasceu em Vila-real, em 21 de Novembro de 1852, em uma casa situada junto ao santuário de San Pascual Baylón. Seus pais, Francisco Tárrega Tirado, e sua mãe, Antonia Eixea Broch, trabalharam como caseiros para as Madres Clarissas.
Este ganhava a vida tocando violão, e sabia muito bem todos os truques para animar a generosidade do público, segredos que ensinou ao jovem Tárrega.
Em 1862, o famoso concertista Julián Arcas deu um concerto em Castellón e teve a oportunidade de escutar
o jovem Tárrega tocar. Ficou tão impressionado por sua habilidade que recomendou a seu pai que o enviasse a Barcelona para melhorar seus estudos musicais.
Deste modo, Tárrega mudou-se para Barcelona, mas logo abandonou a casa de seus familiares, onde residia e se uniu a um grupo de jovens músicos, tocando em tabernas e cafeterías para ganhar algum dinheiro, em lugar de assistir as aulas no conservatório.
Seu pai, sabendo disso, foi a Barcelona para trazer Tárrega de volta para casa. A situação econômica força Tárrega a contribuir no orçamento familiar, de maneira que realiza vários concertos em povoados vizinhos, consegue uma vaga como pianista em Casino de Burriana.
Durante este tempo, alterna seu trabalho de pianista com uma valente defesa do violão. Um rico homem de negócios, Antonio Canesa, custeia uma viagem de Tárrega a Madrid para melhorar seus conhecimentos no Conservatório Nacional de Música.
Quando chega ali, adquiri seu primeiro violão de qualidade, fabricada por Antonio Torres, de Sevilha,e que se converterá na sua preferida para sempre. E aqui está uma de suas obras: Recuerdos de la Alhambra, tocado por Narciso Yepes.
Este ganhava a vida tocando violão, e sabia muito bem todos os truques para animar a generosidade do público, segredos que ensinou ao jovem Tárrega.
Em 1862, o famoso concertista Julián Arcas deu um concerto em Castellón e teve a oportunidade de escutar
o jovem Tárrega tocar. Ficou tão impressionado por sua habilidade que recomendou a seu pai que o enviasse a Barcelona para melhorar seus estudos musicais.
Deste modo, Tárrega mudou-se para Barcelona, mas logo abandonou a casa de seus familiares, onde residia e se uniu a um grupo de jovens músicos, tocando em tabernas e cafeterías para ganhar algum dinheiro, em lugar de assistir as aulas no conservatório.
Seu pai, sabendo disso, foi a Barcelona para trazer Tárrega de volta para casa. A situação econômica força Tárrega a contribuir no orçamento familiar, de maneira que realiza vários concertos em povoados vizinhos, consegue uma vaga como pianista em Casino de Burriana.
Durante este tempo, alterna seu trabalho de pianista com uma valente defesa do violão. Um rico homem de negócios, Antonio Canesa, custeia uma viagem de Tárrega a Madrid para melhorar seus conhecimentos no Conservatório Nacional de Música.
Quando chega ali, adquiri seu primeiro violão de qualidade, fabricada por Antonio Torres, de Sevilha,e que se converterá na sua preferida para sempre. E aqui está uma de suas obras: Recuerdos de la Alhambra, tocado por Narciso Yepes.
CUCA ROSETA
Nós brasileiros temos uma mania muito feia de fazer e gostar de piadas de portugueses. A verdade é que Portugal tem lugares belíssimos, culinaria requintada, um povo de personalidade forte e original que não se rende aos "americanismos", tem a guitarra portuguesa, o violão que sem os portugueses não teriamos o conhecido e finalmente, Portugal tem essa voz de anjo chamada Cuca Roseta (Isabel Roseta) no qual tem se destacado como uma nova precursora do fado contemporâneo. Para os estudantes de violão que não sabem o que é fado vai aqui uma explicação rápida: "A origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, na cidade de Lisboa após a reconquista Cristã. A dolência e a melancolia, tão comuns no Fado, teriam sido herdadas daqueles cantos. No entanto, tal explicação é ingénua de uma perspectiva etnomusicológica. Não existem registos do fado até ao início do século XIX, nem era conhecido no Algarve, último reduto dos árabes em Portugal, nem na Andaluzia onde os árabes permaneceram até aos finais do século XV."
Nós da HT queremos incentiva-los a se apaixonar por este instrumento que está em quase todos os meios musicais, como dizia o grande mestre Andrés Segovia: " La guitarra es mi pasión, no hay instrumento mas rico que la guitarra!"
Curta o vídeo desta linda fadista acompanhada ao violão, guitarra portuguesa e contra-baixo que vale a pena por nos favoritos do seu navegador!
Nós da HT queremos incentiva-los a se apaixonar por este instrumento que está em quase todos os meios musicais, como dizia o grande mestre Andrés Segovia: " La guitarra es mi pasión, no hay instrumento mas rico que la guitarra!"
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A ORIGEM DO VIOLÃO
Como será que o termo violão surgiu? Temos a noção que bem antes de Cristo, instrumentos parecidos com o violão, de corda, eram tocados e registrados em imagens e pinturas que mostravam o cotidiano de um povo, mas como será que ele acabou sendo chamado de violão e tocado da forma que vemos hoje?
Bom, acredita-se que o violão surgiu no Egito há cerca de cinco mil anos. Há também uma hipótese de que ele tenha sua origem na "Cítara Romana" e que chegou à Península Ibérica, no século I, trazida pelos romanos. Outra hipótese é que tenha surgido do "Alaúde Árabe" e tenha sido trazido pelos mouros, que invadiram a Espanha em 711 introduzindo o instrumento na Europa.
Em muitos países onde não se fala a língua portuguesa, violão é conhecido como guitarra. Em Portugal, existe a Viola Portuguesa, que é praticamente igual ao violão, só que um pouquinho menor; por isso quando os portugueses conheceram a guitarra espanhola e viram que ela era maior, colocaram o nome de violão.
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| Cítara Romana |
Em outros países de língua não portuguesa o nome do Violão é guitarra, como pode se ver em inglês (Guitar), francês (Guitare), alemão (Gitarre), italiano (Chitarra), espanhol (Guitarra).
Aqui no Brasil especificamente quando se fala em guitarra quer se denominar o instrumento elétrico chamado Guitarra Elétrica. Isso ocorre porque os portugueses possuem um instrumento que se assemelha muito ao Violão e que seria atualmente equivalente á nossa “Viola Caipira”.
A Viola portuguesa possui as mesmas formas e características do Violão, sendo apenas pouco menor, portanto, quando os portugueses se depararam com a guitarra (Espanhol), que era igual a sua viola sendo apenas maior, colocaram o nome do instrumento no aumentativo, ou seja, Viola para Violão.
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